Sim, é verdade, a Mini fez chichi no meio da sala na quarta-feira. Mas antes que alguém, nomeadamente a Segurança Social*, pense que esta família vive em condições precárias, passo a explicar que a culpa foi do esquentador que não funciona com pouca pressão de água. E quando é que uma pessoa percebe isto? Quando já tem a criança nua dentro da banheira, claro. Portanto, entre uma coisa e outra, entre perceber o que se passa, ligar ao pai a avisar, pôr a chaleira ao lume para dar uma banho à moda antiga, a cria andou pela casa nua e, pois claro, achou que ali no meio da sala, junto à prateleira dos seus livros era o sítio indicando para marcar território. (Ufff!!! Há gente que sonha romper com a rotina, eu gostaria de ter uma que quebrar).
*É importante fazer estas ressalvas porque estamos falar de gente com padrões de qualidade tão elevados, mas tão elevados, que foi capaz de escrever num relatório oficial que a Ana Rita Leonardo não podia ficar com o filho, o Martim, porque tinha cães em casa. Bem, não é? Estas pessoas devem ser as mesmas que acham que toda a gente se tem de casar de papel passado, ter filhos, trocar o Algarve por Isla Canela e viver nos subúrbios só para dizer que se tem uma casa nova, uma sala de 1oo metros quadrados com lareira e uma garagem (a garagem é fundamental!). Digo eu. Que até acho que viver com cães é uma porcaria!
Na sexta-feira foi dia de ginástica respiratória e depois de uns grito que parecia que a estávamos a levar para a câmara de gás em Auschwitz, a Madalena travou conhecimento com a fonte de água do consultório. Tornaram-se as melhores amigas! Bastou virar as costas por cinco segundos, para pagar, e quando voltei a olhar estava toda molhada. Aliás, não apenas molhada. Havia um charco à sua volta, os outros pacientes riam-se e a túnica que tinha vestida pingava. Um triste espectáculo! Mas, aparentemente, só para a mamã. A própria ria-se que nem uma perdida. Deixa lá teres 18 anos e verá que graça vês em sair para a rua com um casaco de fato de treino por cima de uma saínha tão formosa. E, vá lá, que havia um casaco suplente com que agasalhar a doutora!
Mas quando pensávamos que poderíamos finalmente desfrutar de um fim de tarde tranquilo, capitalizando o facto do pai estar doente - e em casa - a pequena Mini decidiu ter um tête-a-tête com a esquina de um móvel cá de casa. Chorou, claro, e agora com desculpa. Tem um galo gigantesco na testa. E nós retomámos o contacto com os nossos queridos amigos da Linha Saúde 24 (808 24 24 24), que eles já deviam ter saudades. O caso, porém, deve ter sido o maior turn off da tarde. Galos? Quedas? E uma gripe A transmitida entre portugueses que não saíram de cá não se arranja? Parte séria, felizmente, parece não ser nada de cuidado. O galo está lá, mas a Mini não perdeu nenhuma das suas capacidades. Especialmente aquela de levar os pais à exuastão! Mas gosto sempre dos conselhos dos amigos antigo Dói Dói Trim Trim: "tente antecipar os perigos, evite as zonas perigosas e coisas que possam magoar". Isto é muito bonito de se dizer mas evidentemente se eu pudesse adivinhar o que vai correr mal nunca corria. E como é que se evitam perigos e coisas que possam magoar? Só se mandar a cachopinha para o deserto de Gobi. E mesmo assim...
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