Sim, confirma-se: as pessoas mais estúpidas do universo concentram-se nos elevadores do El Corte Inglés, em Lisboa. Mesmo sabendo que vão demorar o triplo do tempo, mesmo sabendo que podem usar as escadas rolantes (até mesmo as tradicionais, que não cai lhes cai a parentela na lama), mesmo não tendo nenhum defeito vísivel das perninhas, estas criaturas insistem, porque insistem, em ocupar os lugares que deveriam estar reservados a quem tem dificuldades de locomoção ou se faz acompanhar de crianças. Coitada da Mini e das viagens de elevador que teve de fazer hoje.
Pensavam que isto tinha acabado? Qual quê! Depois de todas as discussões, trocas de mails com o director da loja e termos conseguido que o sofá chegasse no dia 23, a estante continua em parte incerta. Na sexta garantiram-nos que estaria cá hoje, mas, como já devem imaginar, o discurso do Presidente da República
a propósito do ano difícil que será 2009 tem eco em todo o país (incluindo a Madeira) menos nas Amoreiras. Os livros continuam em caixotes e a Matrix ainda não chegou.
E tiveram aquelas alminha a decência de telefonar a avisar? A dizer que era escusado ficarmos à espera deles entre as 09h00 e as 13h30 porque não iam aparecer? Não, foi preciso voltar a ligar para suas exas. e falar como se estivesse num estábulo para que me dissessem alguma coisa.
A sério, começamos a achar que isto é para os apanhados. Ou isso ou o Júlio de Matos.
Já agora: onde é que anda a ASAE quando precisamos dela?
Quem diz que as segundas partes nunca são boas, não conhece a relação deste agregado familiar com a Area. Depois de todas as confusões, detalhadamente descritas em post anterior, temos, finalmente uma secretária e um sofá na nossa sala.
A coisa começa a compor-se, embora ainda falte a estante, um objecto que era fundamental, porque continuamos a ter um quarto beirute meets bagdad e eu alimentava a vã esperança de conseguir ter todas as gavetas arrumadas nesta casa.
A última conversa com o gerente da Area terminou comigo a dizer-lhe que ia usar o livro de reclamações e a pedir-lhe o telefone da pessoa que estava acima dele. Se o primeiro pedido não fez mossa ("Está no seu direito", responderam-me), o segundo foi suficiente para deixar o gerentinho a gaguejar. Mandei um mail ao dito chefe e, são-rosas-senhor-são-rosas, agendou a entrega do sofá para hoje. Desafortunadamente fiquei também a saber que a estante, cuja entrega estava programada para sexta, não vai chegar. Mais um erro dos nossos caros amigos. Ou, como diria o nosso amigo Sérgio: a prova de que não existe bela sem Simão.
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