Socorro! Há aí alguma alma caridosa que queira vir aqui salvar-me? Estou a ser vítima de um complô na minha própria casa.
Pai - Tens de trocar a fralda, filhinha!
Mãe - Realmente, estava a cheirar-me a Estarreja (short para "está um pive que não se aguenta)
Pai - Vais trocá-la?
Mãe - Não, vai tu! Finders keepers.
Pai - Mas tu também disseste que te cheirava.
Mãe - Está bem, então a Madalena decide.
...
Mãe - Madalena, quem é que queres que te mude a fralda?
Madalena - A mamã!
Mãe - Não queres que seja o papá?
Madalena (dedo em riste) - Nem penses, mamã!
E, pronto, lá fui.
À falta de melhor título e de melhor explicação, uso esta expressão totalmente demagógica - da qual faço um mea culpa antecipado - para justificar o que nos aconteceu no sábado à noite nas urgências. Basicamente, gamaram um casaco à minha filha.
Para abreviar uma história já de si curta, a Madalena está doente (momento George Clooney: what else is new?) - com febre, com dentes a nascer, com a bronquiolite, com demasiadas bananas no bucho (a partir de certa altura deixei de contar) - e tivemos de a levar ao hospital D. Estefânea. Lembro-me de ter o casaco na sala de espera, lembro-me de o ter posto ao ombro quando fui para a sala de enfermagem e, pronto, a partir daí, mistério. Desapareceu. Possivelmente para a mala de algum dos outros pacientes. Um daqueles que parecia cão com o cio à porta da enfermaria mortinhos por saber por que razão a enfermeira fechou a porta atrás dela quando nos foi atender.
E eu pergunto: por que raios se rouba o casaco a uma criança doente a meio da noite? Mas que faça proveito. E já agora, se não se importa, que limpe a nódoa de iogurte que está na gola do lado direito.
Bolas! Que irritação.
PS: A Mini continua com febre.
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