Eu sei que a Mini é mini, mas às vezes tira-nos do sério. Não é que ela seja insuportável, que não é, mas de vez em quando tem uns ataques: está a comer e desata a chorar e aos guinchos ou acorda às 06h00 da manhã e quer conversa.
No primeiro caso, eu relevo quando é a comida que está uma bostix e até lhe peço desculpa com uma deliciosa bananinha esmagada, mas quando a sopa está um pitéu, passo-me. Não lhe faço nada de mal, 'tadinha, ela é pequenina, mas já tive de ser firme e pôr cara feia. Custa-me muito, sério que custa, mas, e desculpem se vos ofendo senhores da segurança social, não pode ser. Admito que a Mini faça birras a todas as horas, mas desconsiderar os sentimentos de quem esfalfa a fazer-lhe a comida que ela põe na boca, não. Mesmo que tenha apenas seis meses e meio. E foi assim que, na semana passada, tive de fazer este número patético da mãe que ralha com a bebé. No sábado foi o pai que teve de usar um tom de voz mais ríspido, quando percebeu que esta doutorinha estava a fazer fita às 06h30. Até eu fiquei em sentido. Quanto à Madalena, não sei se percebeu o que lhe estávamos a dizer, mas o que é certo é fez cara sérias das duas vezes, como se tivesse percebido tudo.
Pode até ser que ela não entenda nada do que estamos a dizer, de certeza que não percebe, mas pelo menos percebe a cara que fazemos. E, por enquanto, isso chega. Além disso, como não sei exactamente em que dia do mês ela vai começar a perceber o que quer dizer "não gosto que faças isso", o melhor é começar já. Assim tenho a certeza que a apanho quando chegar o momento de ela perceber.
Custa ralhar com ela e, apesar disto, não vamos evitar que ela tenha alguns defeitos (apesar de a acharmos perfeita), mas não quero cá desconsiderações.
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