<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>Blog da Madalena</title>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Blog da Madalena - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 10 Oct 2009 21:23:14 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / SAPO Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/152669.html</guid>
  <pubDate>Sat, 10 Oct 2009 20:50:44 GMT</pubDate>
  <title>Às vezes é muito difícil aguentar este país</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/152669.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Se há coisa que o papá odeia é que transforme o blogue em muro das lamentações da vida de mãe, mas hoje abro aqui um parêntesis para dizer que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;b&gt;s vezes é muito difícil aguentar este país. &lt;/b&gt;E isto, podendo não parecer, tem tudo a ver com a Madalena (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;n&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;a exacta medida em que quando os 700 mil funcionários públicos deste país espirram um milhão e meio de pessoas se constipam). &lt;br /&gt;
A minha percepção da realidade pode estar toldada pelo cansaço de onze horas de avião, mas é frustrante estar cheia de vontade de chegar a Portugal, a casa, ao quentinho das coisas conhecidas, abrir o computador para ver o que se passou na última semana e perceber - pelas notícias, pela blogosfera, pelos mails - que não se avançou um metro em relação à semana que passou. Anda tudo a queixar-se da vida, e da vidinha, no &apos;corte&apos; e pouco mais. Pior, numa contínua atitude de &apos;dizer sem dizer&apos;. É detestável. &lt;br /&gt;
Escrever isto é fazer o mesmo (e eu tenho muito carinho pelo meta discurso), mas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;não dá para evitar esta sensação de que afinal o terceiro mundo é aqui e ficar calada. No Brasil está tudo a acontecer, faz-se, acontece-se e 2016 é já ao virar da esquina. Aqui há muita mesquinhez, mas com essa pode-se bem. É fazer pisca e ultrapassar. O que é insuportável é a pequenez. São aquelas 100 graminhas de queijinho flamengo, lá está...&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/152669.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/147696.html</guid>
  <pubDate>Tue, 22 Sep 2009 00:52:55 GMT</pubDate>
  <title>A nossa bússola eleitoral</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/147696.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;O tio da Mini diz que não percebe como é que uma pessoa que ganha 500 euros vota no PS ou no PSD. É uma questão de classe! E eu entendo o que ele diz. Por isso é que no dia 27 de Setembro , por uma questão de classe, vou votar no partido que ofereça condições às mulheres &quot;normais&quot; - dessas que cometem a loucura e o arrojo de terem os seus filhos e o &apos;gajo&apos; e o trabalho e a casa e ainda a quererem fazer desporto e a divertirem-se (as levianas!) - de chegarem a presidentes do conselho de administração de uma empresa. Há algum assim? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Algum partido que me explique como é que chegámos a 2009 com tão poucas mulheres em cargos de chefia e, como se isso não fosse já suficientemente mau, não encontramos em Portugal uma mulher num cargo de chefia importante que não seja solteira ou lésbica ou sem gajo ou com muitos gajos, mas sem filhos.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Se houver um partido assim, por favor, deixem a sigla na caixa de comentários.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Tenho seguido com mais atenção do que o costume as propostas partidárias e estou em condições de afirmar que não ouvi nenhum político vir a terreiro expor uma ideia que permita às mulheres &quot;normais&quot; (essa vasta minoria que horroriza as elites temendo, quiçá, que se invadam as comissões executivas com cheiro a bolçado e/ou refogado) mandarem efectivamente. Podendo até dar-se esse extraordinário caso, nunca visto entre os machos-alfa deste país, de eu não querer promoções, mas aqui a minha vizinha do lado não prescindir delas. Logo que tenhamos opções...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/147696.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>política</category>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/146405.html</guid>
  <pubDate>Sat, 12 Sep 2009 14:49:13 GMT</pubDate>
  <title>A beleza está, evidentemente, nos olhos de quem vê. Por uma boa razão</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/146405.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Na escola da minha filha existem crianças giras, ao domingo de manhã quando vamos ao parque cruzamo-nos com duas gémeas louras lindas, saídas de um anúncio, a publicidade, claro, está cheio de putos charilas encantadores, e não tenho qualquer problema em reconhecer que existem miúdos giros no mundo. Mas nenhum, nenhum mesmo chega aos calcanhares da minha Madalena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem mesmo quando ao fim do dia a vou buscar ao infantário e ela, cansada, toda despenteada, com os vestidinhos amarrotadas, a cheirar a criança, às vezes birrenta, corre para mim, meia trôpega. É que não há. Isto é um facto, uma verdade como um templo. E não há quem me convença do contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que isto são os meus olhos de mãe a ver, tenho a certeza. E que sei que todos pensamos o mesmo a respeito das nossas crias também tenho a certeza. Tal como estou certa de que isto é uma funcionalidade com que vimos equipados em série quando saímos da fábrica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amamentamos, ficamos com os braços mais fortes para dar o melhor colo, nunca mais dormimos uma noite de jeito porque estamos sempre alerta, seríamos capazes de carregar o mundo às costas se disso dependesse a sobrevivência das nossas crianças, e olhamos para elas como se fossem exemplares únicos (e os mais perfeitos) simplesmente porque entre as múltiplas incumbências de ser mãe/pai está essa de lhes ensinarmos o que é o amor próprio: vemo-los tão belos que eles acabam convencidos disso mesmo. E ainda bem. Como poderíamos crescer e aprender a tomar decisões sozinhos se não fosse a auto-estima?&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/146405.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>educação</category>
  <category>mãe</category>
  <category>papá</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/128943.html</guid>
  <pubDate>Thu, 25 Jun 2009 23:03:37 GMT</pubDate>
  <title>É hoje</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/128943.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt:80/SPDHzF9aNVmM7mINm97s&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img hspace=&quot;10&quot; height=&quot;100&quot; width=&quot;100&quot; vspace=&quot;10&quot; border=&quot;0&quot; align=&quot;left&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt:80/SPDHzF9aNVmM7mINm97s/s320x240&quot; style=&quot;border-color: black;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma mãe oficialmente a entrar nos 33, com um namorada de 38 e uma bebé de 16 meses e 26 dias. Parece-me tão bem.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/128943.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/121468.html</guid>
  <pubDate>Thu, 28 May 2009 04:56:04 GMT</pubDate>
  <title>Os perigos das insónias</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/121468.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A pessoa &lt;a href=&quot;http://coconafralda.blogspot.com/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ler um texto destes&lt;/a&gt; e concluir que tem umas saudades loucas de estar grávida e de ter um bebé ainda mais pequeno em casa. &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/121468.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/111823.html</guid>
  <pubDate>Sun, 26 Apr 2009 22:34:26 GMT</pubDate>
  <title>É por estas e por outras que um dia a minha filha vai ter vergonha de mim</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/111823.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Portanto, aqui a mamã foi desopilar para a loja da Sony. Primeiro motivo de embaraço: parece que afinal as Playstation 3 custam quase 400 euros. Estou desapontada. Já me via em campeonatos de Singstar e, afinal, parece que vou continuar a ser um talento escondido. O pior mesmo foi ter ficado a olhar para uma placa transparente de onde saía uma luz azul e ter perguntado, suficientemente alto para o empregado ouvir, &quot;o que é isto?&quot;. Resposta: &quot;É o expositor!&quot;. Nunca mais entro naquele estabelecimento.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/111823.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/105531.html</guid>
  <pubDate>Tue, 31 Mar 2009 23:31:53 GMT</pubDate>
  <title>O sonho de uma vida</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/105531.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Ser dondoca e não morrer a tentá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(é que é tão isto)&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/105531.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/86215.html</guid>
  <pubDate>Mon, 02 Feb 2009 17:39:20 GMT</pubDate>
  <title>A filosofia, segundo Manoel Carlos</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/86215.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Por mais ridículo que isto possa parecer (e para muita gente é), uma das coisas mais acertadas que alguma vez ouvi foi na novela &quot;Vale Tudo&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem não se lembra - e a Mini não se vai lembrar de certeza - esta novela era protagonizada pela Regina Duarte, que fazia de Helena (trama de Manoel Carlos, of course), e a filha, uma alpinista social, era interpretada por Glória Pires.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mãe vem para o grande cidade (Rio de Janeiro) atrás da filha e a certa altura precisa de trabalhar, mas não encontra em quê, passando os dias a deliciar as pessoas da pensão onde vive com os seus cozinhados. Até que uma das pessoas com quem mora lhe diz: &quot;procura dentro de ti o que fazes melhor e depois dedica-te a isso&quot;. Ela vê a luz e começa a vender sanduíches na praia, depois aquilo vai crescendo e ela acaba cheia de dinheiro, ao contrário da filha. Ok, esta parte é mesmo de novela, mas a personagem tinha razão, não tinha?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Procurar dentro de cada um aquilo que o satisfaz e depois passar à acção.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece-me tão fácil e, no entanto, por que será que é tão difícil de pôr em prática?&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/86215.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/82979.html</guid>
  <pubDate>Thu, 29 Jan 2009 00:45:17 GMT</pubDate>
  <title>Antes que me esqueça...</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/82979.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A Rachida Dati, que era ministra da Justiça de França, demitiu-se. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, esta foi a senhora que 5 dias depois de ter dado à luz foi trabalhar. Dez dias depois pediu para se afastar e li que vai concorrer a um cargo em Bruxelas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, e &lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/493729&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;segundo este texto do Expresso&lt;/a&gt;, as verdadeiras razões de tão rápido regresso ao activo nada têm que ver com o amor ao trabalho. Mas, claro, isto também pode ter sido escrito por um homem. &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/82979.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>política</category>
  <category>mulheres</category>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/51037.html</guid>
  <pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:31:14 GMT</pubDate>
  <title>Mini, a mamã é assim</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/51037.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Era uma vez uma carochinha que andava a passear e encontrou uma fada madrinha que lhe disse: &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;- Minha filha, tens aqui um saco cheio de brinquedos para dares aos animais bebés mais bonitos que encontrares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;A carochinha pegou na trouxa e fez-se ao caminho. Viu cachorrinhos de olhar meigo, gatinhos de pêlo fofinho, leõezinhos queridos e girafinhas simpáticas mas foi aos filhos - pretos, com antenas e ar viscoso - que entregou o saco de brinquedos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/51037.html</comments>
  <lj:replycount>2</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/46313.html</guid>
  <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 09:15:51 GMT</pubDate>
  <title>Um longo debate que ficou do fim-de-semana: mães trabalhadoras</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/46313.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Ponto prévio, isto não é um post com queixinhas porque sou uma moirinha de trabalho e depois tenho de vir para casa e cuidar da minha filha. Não. Mas quem inventou a expressão &quot;dia de cão&quot; não tinha filhos de certeza absoluta. Eis o relato dos meus dias e, atenção (muita atenção), eu tenho a vida muito facilitada - não faço trabalho braçal, não cozinho, não engomo e não limpo a casa: &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Acordar às 08h00 para dar de comer à Mini, brincar com a Mini, pôr sopa a fazer, pôr a roupa a lavar e estender, despachar-me, dar o almoço à Mini, almoçar e ir embora. Tenho de sair às 13h20. Um minuto a mais e posso perder o autocarro. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;O trabalho, na realidade, é a parte mais tranquila do dia. Apesar da adrenalina dos jornais, isso não é nada comparado com as birras da Madalena ou as suas fitas quando a comida não lhe agrada. E depois às 20h00 (não é às 19h59 nem às 20h01) saio disparada para apanhar o 74 e voltar para casa. A minha chefe ri-se com isto, mas é mesmo assim. Um minuto a mais e perco o autocarro. E se passar depois das 20h15 tenho de vir de táxi, coisa que não me apetece fazer por sistema porque tenho melhor sítios (tipo, escolas, universidades, desportos e cursos de línguas) onde gastar o dinheiro. Em casa, dou o jantar à baby, dou-lhe banho e ponho-a a dormir. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Geralmente quando tudo isto acaba são 22h30 (ainda é preciso arrumar confusão que gera o jantar e o banho), que é quando chega o papá da Mini e é a única altura em que podemos estar tranquilos. Às 00h00, estou frita. Fritíssima, se nesse dia a Mini tiver acordado com os pés de fora. Volto a dizer, tenho a vida muito facilitada (melhor do que isto só com a Bimby, não é, Dulce?), mas há muitas mulheres que não têm. Fazem tudo. Tudo mesmo. E é muito duro. &quot;Realmente é como dizem e muito mais&quot;, dizia-me uma pessoa que conheço sobre o seu primeiro ano de maternidade&quot;. Porque acresce que, como são as mulheres que ficam de licença de maternidade, depois desse tempo todo, conhecem as suas crianças melhor que ninguém e, nem que seja por comodidade e rapidez, são elas que continuam a tratar de tudo. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;É mais ou menos nesta altura que as mulheres deixam de ter uma carreira e passam apenas a ter um trabalho. O mulherio esfalfa-se e mata-se de sol a sol e no fim, para cúmulo, a sociedade inteira (mulheres incluídas) parece achar que basta o sorriso de uma criança para nos esquecermos que um dia tivemos ambições profissionais. Se calhar basta. Realmente, eu agora não ando a pensar muito nisso, mas custa-me chegar à conclusão que, por mais que me tenha esforçado no passado ou me esforce no futuro, vou ser sempre ultrapassada por homens que podem não ser mais competentes. Só que estão disponíveis. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&quot;Para a Lina, acabou&quot;, disse-me esta mesma mãe sobre o meu futuro profissional. E, na crueza da sua observação, eu vi tudo. Eu não almejo a ser CEO de uma grande empresa, não quero sequer ser directora de um jornal, mas achava que, à medida que o tempo fosse avançando e eu fosse ganhando experiência, talvez um dia, dentro de uns 10 ou 15 anos, pudesse sonhar com um lugar numa direcção executiva (ou algo semelhante) e ser mãe ao mesmo tempo. E não. Isso não vai acontecer. Primeiro porque eu quero ter mais filhos, segundo porque mesmo que tenha só a Madalena, ela requer muita atenção. Uma atenção que não se compadece com fechos tardios de jornais, almoços de negócios e outras maleabilidades que só as pessoas sem filhos conseguem ter. Talvez algumas pessoas possam achar que a maternidade é uma coisa boa para uma pessoa se safar dos serviços da noite no jornal. Esquecem-se é que, pelo menos durante uns bons anos, vou estar também excluída da lista de elegíveis para ir em qualquer viagem. &lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Não se trata aqui de culpar a minha filha por isto. É evidente que ela, com o tal sorriso ou no meio de um choro monumental, merece que eu deixe tudo, mas tenho pena que o mundo que lhe deixo seja assim. Com sorte e muito progresso, talvez um dia ela possa ser mãe e Governadora do Banco de Portugal, mas não vai poder olhar para trás e dizer que a mamã dela conseguiu qualquer coisa de semelhante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;E, no meio disto tudo, e na conversa com essa mãe, uma mãe tardia que tem um cargo mais alto do que a maioria das mulheres pode aspirar, ela disse uma coisa que me deixou a pensar: estão realmente a ajudar-nos quando nos dão cinco meses de licença de maternidade? E se nos derem cinco anos? Vamos para casa durante cinco anos cuidar dos nossos filhos? Claro, teoricamente é muito agradável receber um salário e ficar a cuidar da Mini durante esse tempo todo. Eu gostava! Mas depois há o outro lado da moeda. Que não é propriamente a chatice de uma pessoa se transformar numa &lt;i&gt;soccer mum&lt;/i&gt;. É não ser aumentada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;E, pronto, não maço mais. Tenho de me ir despachar e com isto tudo, e mais uma soneca da Mini pelo meio e umas brincadeiras no tapete, fizeram-se horas de lhe dar o almoço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/46313.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/45369.html</guid>
  <pubDate>Mon, 04 Aug 2008 22:08:54 GMT</pubDate>
  <title>O rescaldo</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/45369.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Pronto, já foi. O primeiro dia de trabalho passou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Estou morta e não foi propriamente das notícias que fiz ou por ter feito uma manchete (essa parte nem correu muito bem). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;Vejamos: acordei antes das 08h00, dei de comer à Mini, preparei as coisas para ir trabalhar, andei às voltas com ela, porque estava a fazer birra, dançámos, eu almocei ao mesmo tempo que ela, brincámos mais um pouco, saí de casa... O trabalho foi a parte mais sossegada, na verdade. &quot;Só&quot; liguei para casa duas vezes: uma antes do lanche, outra depois. Saí disparada às 20h00, fiquei com a língua de fora, cheguei vinte minutos depois e a Mini estava ok. Dei o jantar, dei o banho e uma hora depois - milagre! - estava tudo pronto para ela ir dormir. Às 22h30, depois de ter feito outras 300 mil coisinhas, sentei-me no sofá e pensei que ainda não tinha parado um segundo desde que cheguei a casa. E ainda faltava jantar, vir aqui, e tomar duche... Comparado com a chegada a casa, o trabalho foi canja. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;E ainda tive direito a um miminho: quando cheguei a casa, peguei na Madalena ao colo e ela apertou-me com força. Foi coincidência, eu sei, mas foi bom na mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;PS1: Obrigada à Meg (parabéns), à Inês, à Mariana, à Mikitas e à Dulce por se terem lembrado que hoje era um dia importante (e hoje vai assim com nomes porque merecem que todo o mundo saiba quem elas são)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;PS2: Escrevi isto com um olho aberto e o outro fechado. Desculpem qualquer coisinha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/45369.html</comments>
  <lj:replycount>2</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/23927.html</guid>
  <pubDate>Sun, 04 May 2008 11:43:12 GMT</pubDate>
  <title>Sim, sou mãe</title>
  <author>Lina</author>
  <link>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/23927.html</link>
  <description>&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia;&quot;&gt;À hora a que começo a escrever este post faltam dois minutos para a meia-noite, altura em que acaba oficialmente o meu primeiro Dia da Mãe. Foi tudo feito à minha medida e só posso agradecer à Mini e ao pai por isso. Por ter dormido mais umas horitas de manhã, por ter ido à feirinha do Jardim da Estrela*, por ter passeado, namorado,  estado com amigos e, claro, porque a Madalena é linda, saudável, já mostra interesse por brinquedos, ri-se que nem uma perdida quando falamos com ela, gosta de passear e parece &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;feliz&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes uma pessoa desespera com isto de ser mãe, tentando responder a todas as perguntas que nos martelam a cabeça - estarei a fazer isto bem? ela está bem? estarei a tomar as decisões correctas? -, e às dúvidas que aparecem todos os dias, mas depois releva tudo. Olho para a Mini e ainda digo para mim mesma: &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;UAU!&lt;/span&gt; É gente, tem o nosso nariz, rosto, formato ou cor dos olhos, os pezinhos ou as mãos mas também uma personalidade que é só dela. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;UAU!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;a href=&quot;http://bebeboom.blogspot.com/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Espreitem lá&lt;/a&gt; o presente modernoso que a Mini me deu.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;</description>
  <comments>https://blogdamadalena.blogs.sapo.pt/23927.html</comments>
  <lj:replycount>2</lj:replycount>
  <category>mãe</category>
  <category>alegria</category>
</item>
</channel>
</rss>
