Proibir uma brincadeira de Carnaval com o Magalhães? E meter o ministério público de Torres Vedras ao barulho? A sério, senhor Sócrates, controle a criadagem. Beijinhos e não diga que vai daqui.
Mini,
tenho esperança que este post venha a provocar-te os mesmos sentimentos que tenho quando o teu avô me fala de como cresceu sem televisão. É impensável, exótico, risível.
No entanto, é mesmo certo que em Fevereiro de 2009, os portugueses homossexuais não têm os mesmos direitos civis que os heterossexuais. Não podem casar-se.
E, por mais incrível que pareça, o assunto é tão pouco consensual que
1) há pessoas contra a ideia da igualdade de acesso ao casamento entre hetero e homossexuais em número suficiente para encher metade de uma sala como a Casa do Artista;
2) um homossexual conhecido, Miguel Vale de Almeida vai à televisão defender a causa uma semana depois de ter escrito no seu blogue que não entende como há gente que se sujeita a ir ao "Prós e Contras", como bem notou o autor do blogue "Portugal dos Pequeninos". Não deve ter ido por ser parvo ou ter fraca memória. Suspeito que o faz por saber que há tantos que não o podem fazer.
E, por mais incrível que possa parecer, o preconceito persiste de tal forma que a apresentadora, Fátima Campos Ferreira disse esta coisa extraordinária: "Gostava de deixar claro lá para casa que há aqui muita gente que não fez essa escolha [ser homossexual]" (?!)
A Rachida Dati, que era ministra da Justiça de França, demitiu-se.
Sim, esta foi a senhora que 5 dias depois de ter dado à luz foi trabalhar. Dez dias depois pediu para se afastar e li que vai concorrer a um cargo em Bruxelas.
Ah, e segundo este texto do Expresso, as verdadeiras razões de tão rápido regresso ao activo nada têm que ver com o amor ao trabalho. Mas, claro, isto também pode ter sido escrito por um homem.
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