
Sôdona Vanita deixou-nos um selo do bom humor em seu blog, imagem que passaremos a reproduzir quando a parte do lalalá terminar, e nós agradecemos, agradecemos e agradecemos mais uma beca. Nem de propósito passámos por aqui para dizer que estamos à beira, à beirinha, de ganhar o prémio de "Os Pais Mais Totós" de que há memória.
A nossa cria está com gastroenterite (outra vez, sim!) e, apesar de nós até já termos percebido mais ou menos o que se passava, não conseguimos dominar o pânico. Perante um sintoma novo - novíssimo - fomos a correr para o hospital. E para quê? Para o senhor doutor não ligar nem um cadinho que fosse à nossa grande preocupação com sangue no sítio errado e ainda nos dizer no fim: "Muito bem, estão a fazer tudo muito bem". Já tinhamos uma vaga ideia, dado que foi a pediatra que nos mandou dar chá preto (chique, sei lá), comida de hospital e nada de leite e seus derivados.
Ui, e quando lhe dissemos que também estávamos a dar Oralsuero à Mini? Só faltou levantar-se, dar-nos uma beijoca em cada face e um diploma de medicina. "Muito bem, muito bem". O que, para ser honesta, é melhor do que ser catedrática em cocó, que era mais ou menos aquilo em que nos estávamos a tornar. Mandou-nos para casa, adeus e se-vos-vi não-me-lembro.
Resumindo e concluindo, quando as crianças estão assim sai-lhes tudo por todo o lado, não há hipótese. A "gastro" (chegou a hora de nos tratarmos todos com mais familiaridade) vai durar qualquer coisa como uma semaninha, mas já estou feita à ideia. Logo que a máquina da roupa não avarie, nada nos vencerá.
Mas a parte que realmente me daria direito a colar na lapela o selo de Mãe Totó é pensar que, apesar pânico injustificado, se voltasse atrás fazia o mesmo. E que quando tiver outro filho farei coisas deste género, que só provam que o ser humano é o único animal capaz de tropeçar duas vezes na mesma pedra.
Em todo o caso, aqui fica o selinho.
(Já sabem as regras, reproduzam no vosso cantinho e convidem 15 blogues amigos a entrar no jogo - eu recomendo todos aqueles que estão aqui ao lado. São os que me dão boa disposição. Nem mais nem menos).


Sempre que estou de folga, a Mini fica doente. A sério, porquê?
FYI: Vómitos.
38º de febre
Ok, se voltássemos atrás dispensávamos esta nota hospitalar nas nossas biografias, mas também houve momentos light. Como as saídas de algumas pessoas com quem nos cruzámos e que eram deste calibre:
- Trabalho aqui há 19 meses e nunca tinha visto uma coisa assim...
Isto quando não faziam excursões até à incubadora da Mini. - Esta menina é mais intensiva do que alguns meninos que lá tenho. (Com os cumprimentos de uma auxiliar dos cuidados intensivos da pediatria. Mas, atenção, nenhuma destas coisas foi dita para ofender ou preocupar os pais. Saía-lhes.
Mãe - Estou cá porque a minha filha está na UCERN (Unidade de Cuidados Especiais a Recém-Nascidos)
Médica - Ai, sim? Que chato (com ar de desinteresse). Então e o que é que ela tem?
Mãe - Hipertensão pulmonar.
Médica - Você é que é a mãe da Madalena?! (súbito e não disfarçado interesse)
Mãe - Sim.
Médica - E tomou Indocid na gravidez?
Pelos vistos esta era a pergunta do milhão de dólares, e toda a gente a fez - da coordenadora do departamento, ao obstetra, passando pelas enfermeiras e pelos médicos de serviço. E eu que nem nunca na vida tinha ouvido falar de semelhante remédio.
Mas a conversa não se ficava por aqui:
Médica - Tomou outros remédios?
Mãe - Só ben-u-ron.
Médica - É saudável?
Não consegui esclarecer as dúvidas dos médicos, mas percebi - helás - por que razão Gregory House não descansava enquanto não entendia as causas. É lá que reside a solução. Para nós, porém, o caso ficou sem resposta.
No meio daquela confusão toda e por incrível que pareça, gostei das pessoas que conhecemos. As médicas, as enfermeiras, os outros meninos que tinham o nome na incubadora e os pais deles: o Dinis e a mãe, e as gémeas Rita e Marta, que nasceram no dia 1 de Fevereiro com pouco mais de 1 quilo e tinham uns pais muito divertidos. Gostava de os ver agora.
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