Se vivêssemos onde eu cresci era tudo muito simples.
A Madalena ia para a escola em São João das Lampas e não se falava mais nisso.
É boa, foi onde andei, uma amiga minha trabalha lá, o corpo docente é estável, a professora de ginástica é a mesma que me ensinou a dar cambalhotas, a Ana Maria (que se lembra de todos e cada um de nós), tem carrinha para ir buscar os meninos e até o pátio onde parti a cabeça a subir às cavalitas da Dália é agora uma área de acordo com as mais apertadas normas da UE.
Acontece que nós moramos em Lisboa.
E aqui é tudo muito complicado.
Há estabelecimentos para todos os gostos:
Com jardim, porque é bom os meninos andarem ao ar livre,
Sem jardim, porque a poluição é muita e afinal não vale a pena.
Laicas, religiosas e assim-assim.
Há escolas Waldorf, tradicionais e modernas.
In e out.
Pagas, semi-pagas e gratuitas.
Que fecham às 5, às 6 ou às 7, mas nunca às 8.
Com prolongamento, sem prolongamento.
Com almoço, com marmita, sem nada.
De direita, de esquerda, ecológicas.
É uma confusão.
E depois a pessoa tem sempre a sensação que aquilo que escolher agora poderá ter repercussões gravíssimas no futuro.
Eh pá, deslarguem-me.
Blogues que os pais visitam
Sítios para bebés... e não só