Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Qual é a escola certa?

A busca da escola certa - aquela que reúne boas condições de ensino, de incentivo ao desenvolvimento pessoal e que fica perto de casa (muito importante!) - está a transformar-se numa tarefa hercúlea.

Neste texto do blog Jugular, uma pessoa que não conheço dá-me razões para não inscrever a Mini em colégios da Opus Dei (algo que já tinha mais ou menos claro na minha cabeça). Ainda não encontrei uma razão para não inscrever a minha filha numa escola privada. Mas também já encontrei uma razão para não a deixar numa escola pública: J., uma rapariga que conheci e que é professora primária.

É amorosa como pessoa. Mas tem um grave defeito para o meu paladar: aquilo que eu chamo profissão, ela chama de hobby. Gostava de ser jornalista. Mas ainda não é aqui que sinto comichão. Eu adoro jogar PSP e há quem pague a hipoteca a fazê-los. O que me perturba são outras questõezinhas de nada:

1) Que desenvolva a sua actividade paralela no tempo que as aulas lhe deixam livres, isto é, quase todas as tardes, aquele período que alegadamente é dado aos profes para se prepararem, imagine-se, para as aulas;

2) que não sinta amor pelas crianças que ensina;

3) que discrimine positivamente os alunos que à partida já têm mais condições para obterem bons resultados. Os que têm pais ricos, ou muito qualificados, ou as duas coisas juntas. Aqueles que lhe dão menos trabalho. Literalmente. Já a ouvi dizer várias vezes que com esses é muito mais fácil.

 

Está bem, admito que o ponto 1 é mais inveja que outra coisa. Quem me dera trabalhar apenas seis horas por dia (e cumprir o horário). Também não sou totalmente ingénua e sei, sobre o ponto 2, que os professores têm direito a não gostarem do que fazem. E fico perturbada com o ponto 3. Apesar de ter passado 12 anos do percurso escolar achando que os "stores" não tinham preferências pelos alunos, também acabei por descobrir que eles gostam mais de uns que de outros e, irritantemente quando não se faz parte desse grupo, preferem os simpáticos e estudiosos, os mais cultos, os bonitinhos, os bem vestidos, os mais educados, os têm famílias "normais" e que têm pais "com interesses" e que os levam... "a fazer coisas". O que mesmo é a big picture, este "quadro clínico" aplicado à prática.

 

Não estou a falar dos casos extremos. Nem de meninos com tudo contra eles, cuja única salvação é terem um dom que os torne Cristianos Ronaldos de uma profissão qualquer. Nem daqueles que têm dinheiro, pais interessados e apostados em dar uma educação de excelência. Estou a falar do que eu acredito que é uma vasta maioria que reunem algumas condições para fazer um percurso razoável, mas não as suficientes para se poderem distinguir.

 

E distinguir-se, na minha cabeça, é a pessoa ter valores sólidos - liberdade, igualdade, fraternidade + os 10 mandamentos (umas regras bem decentes em qualquer parte do mundo) -, descobrir os seus talentos e conseguir aprofundá-los. Cito um padre director de um colégio do Porto entrevistado quando se conheceram os rankings: "A melhor escola é que faz pessoas felizes". Não é só ter notas altas ou fazer amigos. É ser capaz de enfrentar os desafios que nos aparecem com destreza. E, para isto, não tenho dúvidas, são precisos bons professores (e bons auxiliares, já agora)..

 

Professores cultos e tolerantes é tudo o que se quer. Um que não gosta do que faz nem está motivado simplesmente não pode ser bom professor. E isso é mais possível numa escola pública do que num colégio privado. Porque não há nenhuma forma de avaliar o desempenho dos professores. Não estou a falar da célebre "avaliação", que encerra o pior dos males da escola pública: a falta de proximidade. A avaliação diária das competências existe, mas não chega ao ministério. É a única razão por que maus professores continuam a dar aulas. Numa escola privada, são mais exigentes quando admitem os professores e o corpo docente é geralmente mais estável.  Para alguns pais, isso pode não querer dizer nada. Para mim é importante.

 

Depois na escola pública parecem ter as prioridades erradas. Nas escolas básicas, quando os miúdos ainda precisam de tanta rotina, andam sempre a trocar os profes. Nas secundárias, quando toda a gente está disponível para a mudança, mantêm-se os mesmos durante décadas. Um defeito apesar de tudo mais tolerável.

 

Engraçado (ou não) é nada disto ser novo. Era assim quando entrei na primeira classe em 1982 e até a nova ministra da educação, Isabel Alçada já escreveu sobre isto dos professores sem talento, sem vocação e sem vontade. O livro chama-se Uma Aventura na Escola.

 

(Gostava de ter a opinião das professoras, por favor).


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publicado por Lina às 07:29
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Deve ter sido assim que Mao Tse-Tung começou

Estou a fazer a lista de convidados para a festa de aniversário da Mini. Ainda vou a meio e já vou em 88 pessoas. Só a minha família mais próxima são 48. A sério, parem de se reproduzir.



publicado por Lina às 22:37
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Porque vocês são umas queridas e deixam os comentários mais espirituosos



publicado por Lina às 02:23
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Consulta dos 21 meses: boas notícias e notícias mais desafiantes

A boa notícia é que és perfeita e estás perfeita.

A mais desafiante é que vou ter de te tirar as bolachas.

 



publicado por Lina às 01:14
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Tão gira

A minha filha vestida de betinha, com um vestido de tartan e sandálias inglesas, ficou muito gira. Mais ainda quando lhe arregacei as mangas da camisa e percebi, com surpresa e um bocadinho de babada a escorrer queixo abaixo, que fica ainda mais parecida com o pai.


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publicado por Lina às 14:06
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Halloween-Pão por Deus? x

Até há dias atrás eu estava contra a ideia de andarmos de casa em casa a pedir "doce ou travessura". Até que me tocaram à campainha e percebi que ninguém mais lhes tinha aberto a porta. Bem, eles estavam mascarados de dráculas e bruxas, mas eram apenas cinco miúdos! É possível que, a dada altura, até tenham estranhado a minha simpatia. Até acredito que tenham deitado foram os bombons que lhes dei (improviso!) porque, nunca se sabe, podiam ter drooooooooooga! Enfim, só para dizer que achei giro e que para o ano podem cá vir tocar outra vez.

E depois ontem Mini-Madalena foi, pela primeira vez na sua já longa vida de 21 meses, ao Pão por Deus. Acho que fiz tudo como manda o protocolo nestas coisas: vesti-la uma roupa nova (estava tão betinha e tão gira, papá!), dei-lhe os meus saquinhos (engraçado como me lembrava deles tão maiores) e arranjei-lhe as companhias ideais: os primos. No entanto, dizer que ela não percebeu nada do que se estava a passar é uma maneira simpática de pôr as coisas.

Logo na primeira casa ficou doida com os carrinhos de bebés das habitantes da casa e não queria vir embora. Depois começou a chover e tivemos de voltar para casa. Bem, ainda passámos por uma casa amiga. E depois ainda visitámos mais duas... de carro! Para que depois não digam que esta tradição não se renova! Aliás, não só se renovou como, percebi ontem, agora o must já não são os tremoços, como nos meus tempos.

O que está a dar é oferecer presentinhos (não fazia ideia, fiz uma figura ridícula) e ovos Kinder. Só a minha filha recebeu três! (Mas, Raquel, cara amiga dietista, não te preocupes porque a Madalena comeu nenhum. Nem vai comer).

Mas se a Mini não entendeu nada do que se passava, também é verdade que se divertiu muito. Está a desenvolver um grande amor pelo primo Rodrigo, que tem três anos, e brincou com a Francisca, 2. Começa a fazer o tal jogo role play e como a Quica é pouco mais velha do que ela, entenderam-se na perfeição. Subiram ao escorrega, empurraram-se de carrinho.


Só para concluir: estou fã do Halloween e adorei o Pão por Deus.


PS: Para quem não sabe (coisa altamente improvável desde que Margarida e eu vos repudiámos a vocês,gente da cidade, com um 'não sabem o que é o pão por deus'? há uns quase 15 anos), o Pão por Deus é como o Halloween, mas de dia e sem ser mascarado.


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publicado por Lina às 09:04
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