Está mais alta, com as mãos maiores, mais sossegada, mais despachada, mais faladora. Quer entoar os Parabéns a Você, diz o nome do pai, tenta construir frases como "Manena péna doi-doi" (a apontar para uma borbulha na perna), tem aquelas bochechas rosadas de quem passa tempo no campo. Gostou do livro que lhe trouxémos e pediu que lhe contasse a stoia. Adorável e linda!
Seis dias longe da Madalena, com o oceano a separar-nos, ensinam-nos muitas coisas. Por exemplo, que "sentir o coração apertado" não é apenas uma metáfora.
Finalmente, acho que encontrámos o ritual certo para ir dormir (e até tenho medo de dizer estas coisas, não vá a coisa descambar).
Vamos de mão dada para o quarto dos pais, luzes baixinhas, e lemos uns livros. Hoje foi especialmente bom porque a Madalena, sentada no meio da cama, pediu outra história:
- Mamã, biscar outa tóia Nanena.
- Queres que a mamã vá buscar outra história?
- Xim.
- Está na sala ou no quarto?
- Cato.
- No quarto?
- Não. Xala.
- Na sala?
- Xim.
Fui e voltei e ela de volta dos desenhos.
Folheámos 'Os Três Porquinhos', está fascinada com o Lobo Mau, e depois foi-se deitando, deitando, até estar a dormir.
Um dos ídolos animados da Madalena é a Hello Kitty.
Assinala-a quando a vemos em qualquer objecto e tem especial amor pelo vestido que tem a bonequinha japonesa estampada.
Coisas que nos aconteceram hoje:
- Estranhei o silêncio prolongado, fui encontrá-la no quarto, sentada na cadeira a ler um livro. Orgulho, orgulho, orgulho!
- Ria-se que nem uma perdida a subir para o sofá do quarto. Fá-lo com imensa habilidade: estica-se, dá um impulso final para subir e depois rola, segurando-se num dos braços; senta-se e depois, a recua até ficar com as costas apoiadas (não vale gozar com esta mãe por celebrar estas 'vitórias').
- Bebeu o leite na nossa cama, a ver os desenhos animados. Super calma.
- Zangámo-nos pela primeira vez. Levou o cadernos dos desenhos e um lápis de cera para a casa-de-banho enquanto a mamã tomava banho. Pô-lo na boca e não o queria tirar. Pedi-lhe para o tirar e depois ela foi-me testando a ver a reacção. Saí da banheira e tirei-lho à força. Ficou tão ofendida que desatou a chorar com lágrimas gordas.
- Fizémos as pazes com umas caretas.
- Despiu a Quiqui e insistiu em levá-la nua para a escola. Mas assim que entrou na sala foi pousá-la na mesa e dirigiu-se, com imensa segurança e certeza, para a roda onde estavam todos a brincar. Fiquei a vê-la da janela e pareceu-me totalmente enturmada.
- Quando a fui buscar, a alegria na cara dela só rivalizou com o abraço que me deu.
É maravilhoso, realmente maravilhoso, ser mãe da Mini.
Série favorita nos anos teen
(Proibido gozar)
Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios é muito bom.
E a melhor,e mais intrigante, parte é a descrição das suas actividades que (re)introduziram no português de todos os dias palavras como:
- chocarreiro
- truão
- bobo
- farsante
- pantomineiro
(Para não falar em esmiúçar, escrutinar, sufrágio e escrutínios)
Um exercício giro para compreender o hipertexto (bonito conceito) do programa é ir ao dicionário, escrever humorista, espreitar os sinónimos, escolher um, procurar o sinónimo and so on, and so on...
Gosto!
- A Titia é a Beatriz.
- Além da Madalena, só uma criança teve estomatite viral. O Pedro.
(Acho que temos de ter uma conversa com a nossa filha).
Blogues que os pais visitam
Sítios para bebés... e não só