Ponto prévio (para quem acha um abuso que esteja sempre a falar do cocó alheio): enquanto for eu a limpá-lo, falarei sobre o dito com toda a propriedade. Nem que seja para dizer que esta semana percebemos, empiricamente, por que razão dizem que as ameixas são boas para os intestinos.
A Madalena comeu uma, em jejum, como suborno para me deixar fazer-lhe aerossol e a verdade é que ainda antes não tínhamos acabado de despachar para sair de casa e já pairava aquele odorzinho a Estarreja! Como introduzir aqui o cenário bucólico e idílico da criança branquinha e cheia de refeguinhos que se delicia com ameixas maduras? Impossível!
Agora faz adeus com a mão acompanhado de uma magnífico "au", "au", que evidentemente quer dizer ciao e me leva a concluir, mais uma vez, que os bons exemplos têm de vir de cima. De que me serve andar a ensiná-la a dizer "adeus" - um singelo e bonito "adeus" - se depois cá em casa, em casa dos avós, por todas as partes, andamos todos a dizer ciao. Ou deverei escrever "tchau"? Arggggggh!
Quem tem rapazes que se chegue à frente para falar disto também (meninas, are you there?), mas isto das diferenças entre géneros deve ter muito mais a ver com os genes do que parece à primeira vista.
No sábado à tarde, na festa de anos do Henrique (chiça, já passaram cinco anos desde que vi aquela mol de gente ao colo da mãe, pequenino, pequenino) elas, que estavam em franca minoria, entretiveram-se, Mini incluída, com pratinhos, copos e talheres de plástico. Na loucura, até a arrastar umas mesas e uns bancos. E que faziam eles, no entretanto? Lutavam entre eles com almofadas e balões numa gritaria alucinante.
É uma pena a net estar cheia de tarados. Caso contrário, postava aqui 300 mil fotos da pequenina-já-não-tão-pequenina. Na semana passada, olhei para as molduras com fotos dela quando era bebé e percebi que já não é a mesma pessoa. A Mini está a deixar de ser uma bebé, já parece uma menina (até as pernas atrás começam a fazer músculo) e continua linda.
... Passaram 30 anos desde que este livro foi publicado (e eu pretendo dar-to, Madalena, para saberes como era).
Sábado à noite, casa de uns amigos. A Mini no chão a gatinhar e o gato a entrar sala dentro. Ela fez-lhe frente, com cara de desafio. Mas quando ele se aproximou... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAi! E a seguir AAAAAAAAAAAAAAAAAAAi! (cara de repulsa e medo) E agora a pergunta para o milhão de euros: Se a avó da Madalena tem pânico de coelhos, se eu não posso com aves e se ela mostra medo com gatos, poderemos concluir, finalmente, que as fobias estão na massa do sangue?
O Real Madrid pagou 93 milhões de euros para fazer de Cristiano Ronaldo um merengue e ele celebra numa discoteca de Los Angeles com a Paris Hilton. Gostava de me indignar, mas não sou capaz. No fundo, acho giro! Mas, sejamos honestos, este par - ia escrever improvável, mas parece-me claro que ele ficou a cismar nela desde as férias em LA no ano passado - é a excepção que confirma a regra. A maioria dos habitantes da Terra tem de dar no duro para ter pão na mesa, eles divertem-se.
PS: Que pensará D. Dolores do novo affair do filho? Alguém imagina paparazzi desta muchacha passeando ao lado da matriarca Aveiro como se viu com Nereida Gallardo - a Legítima 2008? E Luciana Abreu como estará? A precisar de um Kompensan para a azia?
Ando há dias a adiar esta conversa, mas hoje vai ter de ser.
Há uma semana atrás levei a Mini a cortar o cabelo assim a sério num cabeleireiro de miúdos. Sentaram-na numa cadeira tipo avião com uma TV à frente e puseram um episódio do Noddy a passar. Perguntaram se era a primeira vez que lhe cortavam o cabelo e eu disse que só a franja era a original e a senhora tratou de guardar aqueles cabelitos. Quando a Madalena já parecia uma menina, perguntaram-me se lhe queria pôr um gancho. E eu achei que era giro e disse que sim.
Paguei 22,50 euros por esta brincadeira.
Como estava em denial, suspeitando que tinha sido enganada à grande, recusei-me a ver o talão até ao final da última semana. E então confirmei o que já intuía. Que aquela gente me cobrou por um creme qualquer que pôs no cabelo da minha filha, mais 11 euros pelo corte de cabelo, mais 4,5 euros pelo diploma de primeiro corte de cabelo e mais 4,50 por um gancho. E nem quero acreditar nisto.
O corte, ok, está uma coisa em condições é verdade, mas a Mini não ligou nadinha ao Noddy. O champôzinho milagre acho uma treta mas até estaria disposta a conceder, agora cobrarem quase 5 euros por um bocado de papel? Mais quase 5 euros por um gancho que é tão pequeno que passamos tempo com medo que a Mini o engula? É incrível!
Pior ainda se pensarmos que eu passei o tempo a dizer não a champôs especiais, máscaras de não-sei-o-quê e escovas com bolinhas para estimular o crescimento do cabelo... ou seja, a fugir de tudo o que me queriam impingir. Pois ainda assim... 22,50 euros!
Estamos a digerir os resultados das eleições e, sobretudo, estamos a digerir o bolo de São João que a avó F. nos deu no Porto. Três dias a norte a acompanhar a chuva, uma maçada! Tantos planos para ir a Serralves - exposição e jardins - e não deu sequer para matar saudades do castelo do queijo. Lousy! E como não sabíamos que o hotel tinha um mega-playground, lá fomos conhecer o El Corte Inglés de Gaia. Por incrível que pareça, é tal qual o de Lisboa (ironizo!), mas o elevador panorâmico dá mais medo. A visita valeu pelo facto de podermos impressionar quem passa com o talento da nossa filha para comer fora de casa. Deixa o mais céptico de boca aberta.
Quem diria que, no seio familiar, é uma peste que não faz nada do que lhe pedimos?
Hoje de manhã cobriu-se de glória - e nós de vergonha - quando se cruzou com um miúdo galego de 18 meses na sala de pequenos-almoços. Deu-lhe abraços, beijos e, quando ele tardava em reagir, um empurrãozinho para o pôr em sentido. Lamentável ter de me pôr a limpar-lhe a barra dizendo coisas como "ela está só a ser querida, quer dar-lhe um abraço". Sim, sim. Era distrairmo-nos e vazava-lhe um olho.
Entretanto, as noites na Invicta foram infernais - dormir no mesmo quarto que os pais, barulhos, etc - e confirma-se tendência dos últimos dias: só dorme ao colo do pai. Para a semana vai ser bonito, vai.
Em contrapartida acrescentou uma nova palavra ao vocabulário: "Viva", singela homenagem à avó paterna, que foi quem lha ensinou. Dita pela Mini soa qualquer coisa como "Piba" e hoje acordou encantada, despertando-nos com sucessivos "piba, piba". E, no entanto, não terá razão o amigo João quando nos pergunta por que não deixamos que se esqueça desta palavra? By the way, Madalena, há O João e A João. Duas pessoas distintas, topas?
De resto, também andamos meios zonzos com esta história do avião que caiu. Parece que uma certa e determinada pessoa quer a família a voar por separado para iludir as estatísticas e prevenir acidentes. A mamã não sabe. Mas tem a certeza que isto era mais divertido quando parecia o argumento do "Lost" e não tinham começado a aparecer corpos. Sempre se podia sonhar, não era?
E, pronto, as nossas férias - que eram para ser em Berlim, que eram para ser no Algarve, que eram para ser no Alentejo - estão resumidas a isto.Três dias no Porto e o resto por cá. Já me dou por contente se conseguir ir à Morena na sexta (amanhã, quais príncipes das Astúrias e prole, temos uma comunhão) e lambuzar-me com sardinha assada na sexta-feira. E estou chateada? Não. Nadinha. Há a saudinha, há o estarmos os três juntos, há já ter lido o jornal inteirinho dois dias, há ter conseguido ter mais umas páginas da biografia do Obama, há ter feito sudokus e há, claro, o facto do papá não ter ligado muito ao telemóvel. Xuxu-beleza! Parece que estamos no estrangeiro. E Lisboa está uma maravilha. Benza-a Deus!
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