Pom - pão
Popô - hipopótamo (um dos bonecos)
Memé - ovelha
Popó - carro
Ão ão - cão
Pá - pato
Dusiiiiiiiiiiiiiiiiiii - Susy
Anana - Banana
Baxa - Bolacha
Tiu - Tio
Adenda:
É pi - É priga!
Pó - Porta
Diferente, o primeiro, também conhecido por Kico Nico da Imaginarium, chegou cá a casa antes da própria Madalena, cortesia da Mariana e do Paulo. É branco, mas já esteve bege e foi à máquina de lavar. Chama-se assim porque é imperfeito - uma orelha maior do que a outra - lembrando que, na vida, ninguém tem tudo-tudo no sítio.
Azul é o gato. Foi a tia Vira que deu numas férias no Porto. Quando a Mini foi para a escola começou a levá-lo para lhe fazer companhia. Tem este nome porque é cor de rosa. Eh Eh.
Quiqui, uma das preferidas. Chegou a nossa casa no Natal, e foi um presente da prima Susana. Como os nomes têm de ser facilmente decoráveis tentamos associá-los à coisa em si. Esta boneca vestida de rosa e amarelo é da Chicco e tem o nome da marca na lapela. Não queríamos que tivesse nome de rapaz e chamámos-lhes Chicca (assim à italiana para ser mais chique), mas entretanto a própria Madalena se encarregou de a baptizar chamando-lhe Quiqui.
Branquinho é o urso polar com que dorme com a bebé na cama (e quando ela está mais constipada serve de almofada). Tal como o gato, recebeu o nome a pensar na sua principal característica. Serve de indicador do crescimento da Madalena. Quando o papá o ofereceu à filha ela era bem mais pequena do que ele. Hoje, não só ela é maior como consegue pegar nele com uma mão e atirá-lo.
A coerência entre as palavras e os actos nunca é de mais
Profissionalmente, e dedicando-me eu ao ramo a que me dedico - em que os egos competem em número e tamanho com o monte Evereste - irrita-me profundamente que algumas pessoas do mundo do show business (só o nome é ridículo) sofram de incoerência crónica. A acusação mais frequente é que nos intrometemos nas suas vidas privadas (conto pelos dedos os que nunca deram azo a isso) e dizem-nos que não nos falam porque escrevemos sobre as suas vidas pessoais. Infelizmente, nunca se lembram de nos telefonar, escrever ou dizer o que quer que seja quando a notícia é que vão dar um concerto, estreiam uma peça de teatro ou um novo programa de TV.
Ainda no outro dia me aconteceu. Ligo para uma editora a pedir uma entrevista e dizem-me que o cantor x não está disponível porque tem um diferendo qualquer com o jornal. E uma pessoa nem diz nada, para não criar má onda com a assessora, que não tem culpa nenhuma, mas pensa perguntar-lhe se ele tem a mesma opinião quando noticiamos os concertos ou o disco novo que sai. Sinceramente, a partir desse momento, tomei uma decisão: informação que me chegue sobre ele, passará a ser ignorada. E se tiver mesmo de ser publicada (tipo, não tenho mais nada para lá pôr), vai na página par encostada ao agrafe. E sem foto.
Vinganças não é bom, mas ser tomada por parva também não serve de nada.
E aos 15 meses e 7 dias de vida, a Madalena começou a andar. De manhã, com a Dusiiiiiiiiiii (é como ela chama à Suzy, a nossa empregada), do sofá do quarto para a cama - uns quatro ou cinco passos. Depois à tarde, mais uns quatro ou cinco no hall de entrada, agarrada aos bonecos de peluche Azul e ao Diferente (depois explico), com a avó.
(Nem o papá nem a mamã estiveram presentes nesse grande momento. Tenho pena - e tristeza - de não ter estado lá, mas já desisti de tentar estar sempre lá. O importante é como me sinto feliz pelas coisas que consegues).
Para compensar os momentos ternurentos e meigos, como quando está com sono e se vem encostar no meu peito, hoje este molhinho de 11 kg de carne fez-me uma birra, mas uma birra tal que estive para selar o momento com cinco dedos no rabo.
Tratei-a mal, ofendi-a nos seus sentimentos, cerceei a sua liberdade de conduta? Aparentemente, sim. E porquê? Porque a obriguei a sentar-se na cadeira do carro.
Ela gritou, ela esperneou, ela chorou... Um inferno. Já nem me lembro como se calou, mas percebe-se por que razão há pais que, não estando sozinhos no carro, facilitam e deixam a criançada à solta. Eu sou demasiado cobarde para essas actiuvidades radicais, e comigo a criança vai sempre atrás e mais presa do que Alfredo Morais alguma vez estará no banco de uma carrinha celular da PSP. Mas lá que cansa, cansa.
Todas as idades dos bebés são giras, sim, a gente sabe, mas 15 meses são 15 meses.
Já não se importa de estar sentada à mesa e já não manda o prato ao chão. Em compensação, quer comer tudo à mão - parece os nativos indianos no "Indiana Jones e o Templo Perdido" - e leva os mais pequenos grãos de arroz à boca com uma perícia que me deixa boquiaberta. Quando tem sede, pega no copo (daqueles com tampa) e serve-se sem ajuda com idêntica habilidade. De vez em quando tenta usar a colher, já com a noção exacta do que faz aquele objecto.
Está aqui está a servir-se sozinha!
Peso actual: quase 11 Kg. Apesar de ter passado Abril doente (ao todo, foi três dias à escola), está óptima, robusta e cheia de energia. Sabe tossir e desenvencilhar-se dos ranhos e etc. que a incomodam. Grande Mini!
Mede uns 77 cm, mas como estava fula em cima da marquesa, pode até medir mais...
Tem quatro dentes em cima, três em baixo, um atrás do lado esquerdo e outro, a sair, do lado direito. Escova já usava (para nos imitar), a partir de hoje, vai começar a usar pasta de dentes!
Registo também que somos pais muito diferentes daqueles que entraram no consultório pela primeira vez há quase um ano e meio. Pela primeira vez desde que a Mini nasceu, vai tomar as vacinas num dia que não é o do seu aniversário.
A última semana está. sem dúvida, a menos que um danoninho de ser considerada como uma das mais estúpidas da minha vida. Por causa das mudanças no jornal e porque estive longe da Mini. A ideia era boa: eu concentrava-me a 100 por cento, ela passava uns dias com os avós. Balanço final: odiei tudo. As mães são para estar com os filhos e os filhos com as mães.
Mas hoje valeu por tudo. Mini e sua progenitora passaram a segunda-feira juntas celebrando o Dia da Mãe. Com uma camisa igual (obrigada, papá). A fazer cócegas no queixo, ao colo, a dar beijinhos, a dizer "está quieta", a soprar no cabelo. E a Madalena a rir-se... (mais perfeito só se não tivesse aberto o mail do trabalho).
Estou a pensar seriamente transcrever neste espaço as mensagens que troco com a pediatra da Madalena. Por exemplo, que fazer em caso de bronquiolite? 0.3 ml de ventilan diluído em 3 ml de soro fisiológico, três vezes por dia. Conjuntivite: Clorocil, de manhã e à noite. Otite: ir logo ao médico e fazer uma dose bárbara de Clamoxyl, um antibiótico de largo espectro (maneira chique de dizer que é um veneno que mata tudo, sem olhar a credos, raças, idade ou género). Laringite: largar a criança no frio (ai se algumas avós me ouvem) e tomar adrenalina. A linguagem médica é fascinante!
Mas a Mini tem os dentes mais bonitos que já vi.
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