Domingo, 13 de Julho de 2008
Ficas a dever-me uma, Sarah Jessica

Voltámos a deixar a Mini em casa dos meus pais. Correu muito bem e não tivemos nenhum ataque de saudades, apesar daquela constante sensação de "falta qualquer coisa" misturada com a angústia de não saber tudo o que se está a passar. Aproveitámos para ir jantar e ver o "Sexo e a Cidade" (se não nos despachássemos o guarda-roupa do filme passava de moda, bolas). É giro e, dadas as circunstâncias, isso é uma coisa que se agradece. Imaginem a frustração que seria abdicarmos de uma noite com a nossa filha para ver um filme que não prestava... Ou mover céus e terra para dar uma escapadela e depois correr tudo mal como nos ia acontecendo por causa de... um ar condicionado estragado? Não estou preparada para isso, mas, está prometido, esse vai ser o próximo passo: sair e admitir que os imprevistos acontecem e que o mundo continua a girar apesar de nós termos uma Mini em casa e não podermos perder tempo. Mas o que mais vou adorar é passar ao passo 3 desta terapia: sair sem a Madalena e sem planos. Será que isso voltará a acontecer algum dia?



publicado por Lina às 23:29
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Ponto alto do fim-de-semana

Dizem os entendidos (os Brazelton e os Mário Cordeiro desta vida) que nesta fase os bebés começam a palrar e a imitar sons e cá está esta mãe para provar que sim, senhor, que é verdade. A Mini - agora verdadeiramente na fase de descobrir o mundo (nem a mamar pára quieta) - soltou um má e um lá perceptíveis e até, sem excesso de boa vontade, parecidos com um mamã (aliás, mámá) e olá.

O primeiro não fui eu que ouvi, portanto não vou jurar, mas do olá posso falar com conhecimento de causa. A Madalena estava ao meu colo quando desatou a dizer uns "olá" muito entaramelados, mais ainda assim compreensíveis. E para provar que isto não é conversa de pescador (sem ofensa, caros amigos), até posso apresentar uma testemunha. A minha priminha D., de 10 anos, estava lá e enquanto eu ainda meia parva dizia a mim própria que não podia ser, a Mini ainda não podia estar a dizer olá tão perfeitamente, ela disparou: "A Madalena parece que está a dizer olá". Tudo indica que, na boa tradição familiar, vem aí mais uma menina que fala pelos cotovelos. Ainda bem.



publicado por Lina às 22:39
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Sábado, 12 de Julho de 2008
Genética

É oficial: a Madalena ligou o gajímetro, esse ancestral instrumento que mede o nosso interesse por todo esse universo de coisas que se convencionou dizer que são "de miúda". Ofereci-lhe esta malinha com quatro bonequinhos de levar para o banho e do que é que ela gostou mais? Da mala, claro.



publicado por Lina às 02:34
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Pena que não existam cursos para aprender a fazer comida de bebé

Senhores da Vaqueiro, senhores da Nestlé, tenho uma ideia que vos pode render milhões: cursos de cozinha onde possamos aprender a cozinhar para os nossos bébes. Parece fácil, não é? Base de batata, cebola e cenoura ou abóbora e ir juntando um legume dos outros - alface, couve-flor, courgette, alho francês. Fácil? Pois não. Claro que não e eu que o diga.

Passei um fim-de-semana daqueles em que, por comparação, o inferno parece ser só um lugar quentinho. Por causa de quê? Da sopa, claro. A de sábado não ficou boa e a de domingo pior ainda. Não sei muito bem o que fiz mal, mas sei que nos dois dias tive de recorrer ao meu truque secreto: dar banana à sobremesa, algo que só fazemos cá em casa quando a refeição corre mesmo mal e a culpa é do adulto. Por isso é que digo que podiam fazer uns cursinhos para a malta aprender qual a quantidade de água e legumes que tem de pôr na panela. E digo isto com conhecimento de causa.

Na segunda-feira voltei à carga, com menos água e menos batata e o resultado foi um puré com sabor a cenoura e alho francês que estava de comer e chorar por mais, modéstia à parte. Não o digo só por ter provado e até ter pensado "ui, vou pôr sal no que sobrou e já tenho almoço". Não. Foi a própria Madalena que me mostrou que estava a deliciar-se: comeu tudinho, sem choraminguices nem birras, e ainda me puxou o bracinho para chegar com a colher à boca. Genial!



publicado por Lina às 00:44
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Fecha-se o círculo

O meu avô morreu no sábado, depois de um ano agarrado a uma cama. No último momento não consegui deixar de pensar que, apesar de tudo, pouca vida é melhor que nenhuma, mas sabia que isto ia acontecer, que é a ordem natural das coisas e consola-me pensar que viveu até aos 89 anos, que teve uma vida cheia e um fim digno: fez o que queria, casou-se três vezes, teve dois filhos, cinco netos e cinco bisnetos. A Madalena foi a última e nasceu no mesmo dia que ele - 31 de Janeiro. Não sei estas coisas existem mas parecem acertos da natureza: o meu avô esteve preso a uma cama mais de um ano. Ficou assim mais ou menos na mesma altura em que soubemos que Mini vinha aí. E enquanto ela ia crescendo e evoluindo,  ele foi definhando cada vez mais até que deixou de funcionar de vez. E a minha mãe, que tomou conta dele até ao último minuto, fica disponível agora que a Madalena mais precisa dela. São contas estranhas.



publicado por Lina às 23:24
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Sábado, 5 de Julho de 2008
Férias para quê?

Não tenho um chefe de quem desanuviar e vou sair daqui para para dar de mamar, brincar, pôr a dormir, fazer sopa, dar sopa, lavar babetes sujos de sopa, brincar, pôr a dormir, dar de mamar, brincar, pôr a dormir, preparar o banho, dar banho, dar de mamar, pôr a dormir. Exactamente como nos outros dias todos, mas sem ter tudo o que quero vestir no armário. Parece que assim não dá vontade de ir, pois não? Mas então por que razão me apetece tanto ir apanhar ar para outro sítio?


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publicado por Lina às 11:11
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Mais banda sonora - os sons dos últimos dias

Eis o CD/DVD que alguma editora decente e com vontade de ganhar dinheiro devia pôr na rua:


1. O meu chapéu tem três bicos (com coreografia)

2. Era uma vaca leiteira, não era uma vaca qualquer (com coreografia)

3. Atirei o pau ao gato (alguém sabe coreografia?)

4. Doidas doidas doidas andam as galinhas (pedia a uma prima de 10 anos que me ensinasse)

5. As pombinhas da Catrina (apesar de ser um pouco erótica, parece-me!)

6. Ah, ah, ah, minha machadinha (mas desta a Mini não gosta muito, o que só revela inteligência e até, talvez, uma feminista de sétima ou oitava vaga. Quem é que pode compactuar com uma canção que diz "quem te pôs a mão sabendo que és minha?". Uma mãe não anda a criar uma filha para ela depois ela se intoxicar assim. Nem pensar. Mil vezes Melissa Ethridge).

 

Também tenho tentado o "a correr, tralalá, a saltar, tralalá, cavalinho não saía do lugar", mas fico-me mesmo só por isto. Não me recordo do resto da letra. Lanço aqui um apelo à minha amiga D., educadora de infância, para que me envie a letra. Desta ou de outras canções - infantis ou nem tanto - que possam servir para animar a baby Madalena. Sim, porque ultimamente as cantorias têm sido melhores que qualquer gosta de aero-om, melhores que colo, melhores que tudo. Para adormecer, para comer e, sobretudo, para acabar com birras. Hã, quem havia de dizer que esta maviosa voz de cana rachada ainda ia conseguir este feito? Se o Nuno Santos soubesse disto tinha-me convidado para o "Chuva de Estrelas" no Tivoli (edição recordar é viver).


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publicado por Lina às 22:25
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Avé Belmiro

Já repararam como o Colombo - Centro Colombo e não Centro Comercial Colombo como tantas vezes aparece escrito - está sempre cheio de bebés e carrinhos? a.M (antes da Mini) eu não entendia porquê. Agora vi a luz. Quero acreditar que a razão para tudo isto se chama fraldário no piso O, junto à 5 a Sec. Não, meus amigos, não se trata de uma simples salinha escura e mal cheirosa onde estão uns muda-fraldas. Qual quê! É uma antiga loja com mesas de cadeiras, 4-muda-fraldas-4, mais lavatórios, mais aquecedores de biberões e, o luxo dos luxos, uma salinha pequenina com três sofás para dar de mamar.

Eu posso não gostar assim tanto de centros comerciais por terem tirado as pessoas da rua, terem demasiada gente, demasiada confusão, demasiadas solicitações e comida que sabe toda ao mesmo (a nada), mas é preciso ser honesta e dizer que esta simples salinha é uma coisa que sabe mesmo bem. Até vejo o Colombo com outros olhos.

E a concorrência daquilo? Há lojas ali que não têm tanto movimento. Só hoje éramos cinco mães a dar de comer às suas crias e ainda apareceram mais duas. Isto sem contar com as apareceram só para trocar fraldas. E o mais lindo de tudo é que isto é mesmo como na tropa. Não nos conhecíamos de lado nenhum mas ao fim de cinco minutos já estávamos todas a falar dos respectivos partos. Não sei se acho isto giro e cutchi cutchi ou se isto são os efeitos de passar demasiado tempo longe de adultos cativantes. Mas não quero saber. Esta salinha é mesmo fixe. Devia vir em todos os roteiros e até ter uma ou duas estrelas Michelin: o serviço é irrepreensível e a comida é fora de série. Chef Belmiro esteve bem desta vez.

 



publicado por Lina às 01:26
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Novo recorde olímpico: 23h30-07h30

Não, desta vez não estou a falar das noites da Mini, são mesmo as nossas, o papá e a mamã.  Isto está cada vez pior. Ontem às 22h30 já estávamos a cair de podres - só não fomos dormir por orgulho. Acabámos por nos rendermos às evidências, isto é, dois pesos mortos a resvalar no sofá, e fomos para a cama às 23h30. Se isto não é bater no fundo do que é entrar no mundo da parentalidade (mais uma palavra que adoro), não sei o que será. Quer dizer,  sei. É juntar a este bonito quadro um fiozinho de baba a escorrer pela cara abaixo.


Eu avisei que os meus dias "Sexo e a Cidade" tinham acabado, mas não são só esses. Toda a boémia que existia em mim está a desaparecer e não é aos poucos. É a rodos. Eu, que cheguei a apanhar os programas de telefones da Liliana Aguiar da TVI e do Quimbé da SIC ainda acordada e bem acordada, agora sou das primeiras a chegar ao mercado de Campo de Ourique. No outro dia até tive de esperar que arrumassem a bancada do peixe. Bem, mas com dizer que já vou ao mercado e que compro peixe e que o comemos, também já estou a dizer tudo, não é? (Até vos podia fazer uma lista de coisas que deixámos de fazer ou que passámos a fazer desde que a Mini nasceu, mas é melhor deixar isso para outro post) E vocês sabem a raiva que dá uma pessoa acordar cedo encontrar tudo fechado? Dá vontade de imitar aquela personagem do Nuno Lopes n'"Os Contemporâneos": Malandros, pá! Vão mais é trabalhar.



publicado por Lina às 00:57
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Piu, piu

É triste, mas tenho de confessar que pensei que ia ser uma mãe mais moderna do que sou. Que não teria problemas em deixar a Mini por uma noite para poder sair. Fi-lo no sábado à noite, e vou voltar a fazer sempre que se justificar, mas é uma sensação que está longe de ser boa. Quer dizer, a parte da saída foi mais que boa, o pior é o resto da noite. Dormimos em sobressalto e, mal sabia eu, o pior ainda estava por vir.

 

Portanto, depois de uma noite que só a muito custo se pode chamar "de sono", acordei às 06h30 com o grande dilema: deveria ir a casa dos meus pais ver como estava a baby ou não? Eis o que me passava pela cabeça: se for fico descansada mas não durmo, mas e se não precisarem de nada? Vou acordá-la com o carro ou a tocar à campainha. Ligar para os telemóveis também nem pensar, mas... e se precisam de mim? Avisavam-me, não é? Pois claro. Avisaram às 09h30, para dizer que ela tinha acordado às 06h30. Por um momento pensei que se tratava de um sinal cósmico - uau! mãe e filha a acordarem à mesma hora -, afinal não. Acordou porque sim, bebeu o leitinho que eu tinha deixado (sim, ainda há mais essa, eu tinha-lhe deixado comida) e só queriam saber a que horas é que comia outra vez. Valeu bem o stress, hã?! Não precisaram de mim e não dormi na mesma.

Outra prova de que não sou tão moderna são essa coisa chamada férias a dois para destinos paradisíacos e/ou de sonho. Miami, Buenos Aires, Cuba, tudo o que ficar a mais de duas horas de avião vai ficar em stand by nos próximos tempos.
Sou uma mãe-galinha (ainda por cima esse bicho lindo) e mais vale admiti-lo já, a ver se isto ainda tem remédio. Tenho esperança.

 

 

 



publicado por Lina às 23:11
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