O filho de uns amigos estreou-se em palco a tocar com os Violinhos e fomos vê-los no domingo à tarde (aliás, foi um fim-de-semana muito agitado, porque isto é uma família que não pode ver um raio de sol; no sábado, depois da ginástica levámos a cachopa ao jardim zoológico e ainda teve uma festa de anos em Mafra. Só ficou mesmo a faltar o congresso do PSD!).
Os Violinhos são absolutamente adoráveis e é comovente vê-los com quatro e cinco anos a tocar com tanta perícia (sobretudo para uma grávida com as hormonas malucas). Demos por nós a pensar "E se um dia a inscrevessemos na academia de música de Lisboa para tocar violino?".
E perguntámos-lhe.
E ela respondeu que não, vá-se lá saber porquê, tendo em conta em que se portou tão bem, tão bem, tão bem que até deu gosto - sempre sentada ao nosso colo, a bater palmas quando toda a gente batia palmas.
Depois a mãe teve a infeliz ideia de lhe perguntar "Preferes tocar tambor?" (que é o instrumento que tocam o Pocoyo e o Ruca) e os olhos delas brilharam enquanto dizia que sim. Portanto, agora quando lhe perguntam se querem aprender violino, ela diz "Não, qué tambor".
Sofisticado, sem dúvida.
(O fascínio pelo tambor é, aliás, anterior ao concerto dos Violinhos. Neste momento acho que a coisa que mais felicidade lhe traria na vida era ter um tambor e até pensei que era uma coisa mesmo muito boa ser a mana a oferecer-lhe um quando nascesse. Isso é que era uma entrada em grande, mas, está visto, isso não vai acontecer. Imagine-se o que era: um bebé por um lado e uma criança com um bombo por outro... Às vezes agrada-me já ter algum bom senso. Ufa!)
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