Deve ter sido um telefonema duro: "Olha, o P. tem gripe A". Assim, muito calmo, tão calmo quando perguntou se estava tudo bem que eu vi logo que havia alguma coisa de errado (é assim, a mim já não me apanha, foi por ele que soube que a minha amiga tinha cancro). Vá lá, é apenas gripe A e, apesar de eu estar cheia de medo (sim, estou, estou mesmo), estou (estamos) a tentar dominar o medo. Se não há sintomas, por que razão hei-de entrar em pânico. Não vou levá-la ao hospital, nem fazer ondas. Vou só estar atentar e cruzar os dedos para que o alinhamento cósmico esteja a meu favor. Por favor, que não aconteça nada.
Mas isto também não é um post sobre gripe A. Nem para dar graxa ao S., embora pareça. É sobre a estatura dos grandes homens, a sua ética perante as circunstâncias adversas. Que faria eu se tivesse de ligar aos meus amigos a dizer que a minha filha estava doente (mesmo que tenha sido uma coisa muito ligeira e que já esteja totalmente resolvido)? Medo, muito medo. Mas ele não. Ele liga, explica, informa, dá dicas e faz tudo parecer fácil. Adoro pessoas assim. A sério. Gostaria de ser assim, gostava que a minha filha fosse assim. Não é histérico, não é indiferente, é na medida justo do que a circunstância requer. Isto tem muito valor, não me digam que não!
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