Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Ser mãe em 2008
Tem que se lhe diga isto de ser mãe em 2008, aos 31 anos e vivendo tão intensamente a gestão das expectativas: é a sociedade que me exige que seja uma mamã perfeita ou será que sou eu que estou a exigir isso de mim mesma. Vou contentar-me achando que é um pouco das duas.
Porque isto de ser mãe em 2008, aos 31 anos e levando a vida que levo - fazendo parte dessa coisa vasta e lata que se chama "classe média" - quer dizer que a todo o momento nos lembram que os nossos filhos têm de ser Mozarts, Einsteins, prémios Nobel ou, no mínimo, saber falar inglês aos 2 anos, sob pena dos pais serem considerados uns desleixados.
Pois. Realmente qualquer uma dessas coisas seria muito gira. Sobretudo para mostrar em festas de anos e contar no emprego. Acontece que a Mini-M. não é uma atracção de feira. E acresce que é bem mais simples (e ao mesmo tempo complexo) aquilo que desejo para a minha filha. Que ela seja feliz. Que goste dela e que saiba que gostamos muito dela.