Domingo, 24 de Maio de 2009
Coisas que uma mãe deve ensinar a uma filha #4

Preserverança e persistência

 

Eis uma história daquelas que eu gosto:

A actriz Daniela Ruah, 25 anos, foi para os Estados Unidos estudar representação, tentar a sorte em castings, foi escolhida para entrar no piloto de um spin off da "Investigação Criminal", a série teve boas audiências, vai para a frente e ela vai mudar-se para Los Angeles, onde decorrem as gravações de "NCIS: Los Angeles" e tem contrato com a CBS.

Há uns anos, três talvez, a Daniela deu uma entrevista em que dizia que queria contracenar com a Nicole Kidman e ganhar um Oscar. Eu ri-me a ler o artigo. Yeah, yeah, Hollywood! Agora, se calhar, tenho de me calar. Isto de ter um dos papéis principais numa série até pode não ser nada, mas ela está defnitivamente mais perto do plano que traçou. E, sinceramente, quando assim é (para usar uma expressão tão cara ao futebol português), não tenho problemas em dar a mão à palmatória. Estava errada.

Apesar do que escreva Joel Neto no DN - que todos os que andamos histéricos com o êxito da Ruah numa série é um bocado injustificado e sinal de provincianismo  - acho realmente fantástico haver uma actriz portuguesa a entrar numa série americana, que é só o coração da indústria televisiva, fotografada pelas agências internacionais na passadeira vermelha de um evento da CBS, uma foto que dá a volta ao mundo. Quantas e quantas pessoas estão em Nova Iorque e Los Angeles à procura de um lugar ao sol e não conseguem nada? Se a Ruah conseguiu algum talento, beleza, inteligência, capacidade lhe terão reconhecido. Moral da história: flecte, flecte, insiste, insiste. A algum sítio se vai dar.

 

Lateralmente a esta história, mas também no capítulo preserverança e persitência, fiquei comovida na sexta-feira quando vi o trabalho da minha colega sobre a Daniela Ruah impresso no jornal. Há várias semanas que ela segue, a par e passo, o percurso de "NCIS: Los Angeles", que contacta com a Daniela, que cultiva esta notícia. E, finalmente, teve o resultado desse trabalho de formiguinha. No momento mais preciso (no curto espaço de 6 horas, com uma diferença horária de várias horas), ela e só ela, conseguiu chegar à fonte e ter uma entrevista com a actriz (Sim, porque tenho a certeza que se fosse eu a mandar um mail com perguntas, ela até podia responder, mas ia demorar muito mais tempo).

Foi por ser amiga da estrela? Não. Foi por andar a fazer-lhe fretes? Não. Foi simplesmente porque insistiu, porque soube não deixar morrer a história, por ser rigorosa e ter um historial de trabalhos que fala por ela.

À velha máxima "não é preciso saber, é preciso ter o contacto de quem sabe"; instituída pelo papá, acrescento: "E é preciso saber o que fazer com ele". Nice work!



publicado por Lina às 11:12
link do post | favorito

Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

pesquisar
 
Abril 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


Presente

To whom it may concern

Intervalo político

21 semanas

É o Armando Gama? É a Mar...

Ser madrinha

Passado

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

links
tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds