Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Segunda-feira

A pediatra das urgências disse à estagiária que a Mini tem bronco-traquio-laringite (deve ser tudo junto, mas depois os leigos não entendiam). Eu, que não sou médica, acho que a doença dela é outra: CRECHE.  Passámos mais uma bonita segunda-feira no hospital. É como se amanhã fosse o meu nono dia consecutivo de trabalho.  

Antes dela nascer, naqueles dias em que era capaz de passar uma folga inteira a ver episódios de CSI, passava-me pela cabeça que me ia arrepender daquele tempo sem fazer nenhum. Vejo agora que tinha razão. Foi tempo mal empregue. Mas ainda bem que o vivi que é para saber dar o valor a segundas destas. Em que tinha a agenda calculada ao milímetro e tive de mudar tudo.  

Sim, claro, Madalena, és adorável e não te trocava por nada deste mundo, mas consigo lembrar-me de programas mais interessantes do que estar das 11h00 às 15h00 no São Francisco Xavier (boas urgências pediátricas, a propósito!).

Triagem, consulta, aerossol para vias respiratórias altas (laringite),

20 minutos de espera a ver se fez efeito,

reavaliação, aerossol para bronquiolite,

20 minutos de espera a ver se faz efeito,

reavaliação e permissão para voltar para casa (na condição de voltar se ela piorar, o que, lei de murphy, acabou por acontecer.

 

Almoçou às 15h00, já perdida de fome, num restaurante, ao meu colo.

Impressionou os empregados. "Tão pequena e já come sopa sem ser passada". Ah, pois é, bebé! Não queremos cá chorões. E que bom que é trincar um espinafre na sopa!

 

O ponto alto do dia da Mini foi andar de balouço. Parece que se divertiu como uma maluca. Quase tanto como quando lhe digo "Blhac! Está sujo!". Por alguma misteriosa razão esta frase fá-la rir às gargalhadas. A tosse de cão não lhe levou o humor. Nem a energia. Passou o dia a esponjar-se no chão do hospital, impregnando as roupas de todo o tipo de germes. Penso nisso o tempo todo, mas não a contrario. Ao colo não vai parar de fazer birra e já basta o que basta quando lhe apontamos a máscara do aerossol.

 

Na sessão número 2 da visita às urgências, temos uma surpresa. O pai vem ter connosco. Quando chegamos a casa, percebemos que não temos como lhe dar 30 gotas de um dos remédios e procuramos as farmácias de serviço para arranjar uma seringa. Lucky us, a que fica mais perto de casa, está de serviço a noite toda. Isto deve querer dizer que a sorte está a mudar, não?

Só é pena não poder meter folga amanhã. Isso é que vinha mesmo, mesmo a alhar.

 


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publicado por Lina às 18:42
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1 comentário:
De Lêda Rezende a 2 de Abril de 2009 às 03:03
adorei seu post e seu blog! sou pediatra e achei genial a forma como você descreve! beijos na nenê


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