Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Onde é que começa o mundo? Abre o Google Earth e verás

Parece que foi ontem e já passaram dez anos. A tia Ana conduzia o velhinho Peugeot 107, dois lugares, matrícula JF, Avenida da Liberdade acima, vinda do INP onde eu tinha ido ter, depois da Atalanta e, posso não saber o que comi ontem, mas lembro-me de falarmos da divisão do mundo e de como não havia nada mais ilusório do que os planisférios,que punham Portugal (e Espanha) no centro de tudo. Eu, vê bem, imaginava que o preceito era cada um ter o seu mapa-mundi "a começar" no sítio onde morava. (Porque nessa altura acho que ainda não percebia que há gente sem pátria, sem uma terra de onde ser e que não faz e que não se é menos pessoas por isso.) Mas não é assim. Todos os planisférios do mundo começam na Europa porque houve o Tratado de Tordesilhas e nós mandávamos e pronto. É só política.

- Se fosse hoje não seria nada assim, disse ela.

E não é. Dez anos depois já não é. Não podíamos prever que os planisférios iam deixam de ser em papel e iam passar a estar no computador e que ia haver uma coisa totalmente nova (e radical) - o Google Earth - que ia revolucionar tudo. Quando é que nasceu? 2005, 2006?

A precisão da ferramenta impressiona, claro.  É o sextante do século XXI. Mas o que mais me impressionou no dia em que abri "aquilo" pela primeira vez, foi perceber que realmente a Ordem do mundo mudou. Agora começa nos Estados Unidos e até conseguimos ver um bocadinho do oceano Pacífico. Que o Tratado de Tordesilhas é história. Que não é por acaso que a primeira aplicação que a Microsoft quer desenvolvida no seu motor de busca, o Bing, são os mapas. 

 

Portanto, uma pessoa pode ter uma União Europeia, pode "inventar" um presidente do Conselho Europeu, uma ministra dos Negócios Estrangeiros, pode ter um presidente da Comissão Europeia, pode ir a Copenhaga mandar postas de pescada sobre o clima, pode invocar-se a antiguidade, a tradição, mil anos de histórias, de fronteiras. Acabou. O mundo começa em San Francisco, como antes começou em Belém. (E já é uma consolação que o nome da cidade se entenda em português!)

 



publicado por Lina às 00:30
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Mais passado secreto das mamãs

Alguém proclamou este grupo como um dos melhores da década.



São mesmo, bem vistas as coisas.

E era só para dizer (armando-me em bué de boa para quem nunca conhece nada de música) que não só tenho o CD como os vi ao vivo. Sim, ao vivo. Razzmatazz, Barcelona (2002).



publicado por Lina às 03:04
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Facebook

Acho que tenho telemóvel há 11 anos, ainda tive discos em vinil e gravei em cassetes onde ficava a voz dos locutores de rádio porque eu chegava com segundos de atraso ao botão do stop. Achava nessa altura que seria bom inventarem um suporte (embora eu nessa altura não lhe chamasse assim, era mais 'uma coisa') que me permitisso ouvir em repeat as músicas de que gostava. E então apareceram os CD e aquilo parecia o máximo! E que ia ser sempre assim. Agora já mal os compramos e nas lojas o espaço que lhes é dedicado diminui na exacta proporção em que aumenta o que se destina a aparelhos tecnológicos - mp3, consolas, televisões que só lhes falta aquecer comida (lá chegaremos!) - e tudo se passa 'no ar'. Não há suportes, não se ocupa espaço, o que é uma vitória porque assim as nossas casas não têm de ser cada vez maiores e o dinheiro que gastamos a comprá-las e em estantes e armários para arrumar as nossas tralhas pode ser direccionado para coisas mais utéis como viajar e conhecer o mundo.

 

Viajar era uma coisa complicada há 10 anos, mais ainda há 20. Não se andava por aí só porque sim. Bem, com o teu avô sim, mas porque ele é especial. Graças a ele, viajei para mais sítios na adolescência do que na minha vida de adulta. Vi Miami quando ainda não era fashion e experimentei a interactividade antes de lhe poder dar um nome. Toquei em carros que andaram na lua e vi comida liofilizada (ou lá como se diga). Ele diz "quando era pequeno não sabia que existiam aviões quanto mais que ia andar num". Eu nunca pensei que íamos poder mandar mensagens uns para os outros à velocidade de um clique. Ou ter um blogue que actualizo em qualquer parte do mundo e onde posso reunir pedacinhos da nossa vida para que vejas como isto funciona agora. A Internet mudou tudo (e é por isso que estou a escrever este post).

 

A primeira vez que me liguei à Internet foi em 1996. Tive um mail.telepac.pt e a conta do hotmail é de 1997 ou 1998 e ainda fala francês (foi criada durante o Erasmus). É preciso estarmos sempre a actualizar as nossas ferramentas para navegar aqui dentro e a última grande novidade na nossa vida chama-se Facebook. Para que vejas como tenho razão, há pouco mais de um ano, quando curtia os primeiros meses da tua existência, era o hi5 que me deixava fascinada. Continuo de queixo caído. Entre uma e outra rede social (bom conceito!) permitem aquilo que eu pensava perdido para sempre com a chegada dos telemóveis: voltamos a estar todos em contacto. Basta saber os nomes.

Por mais que a tecnologia avance, continuamos (mais do que nunca) a precisar uns dos outros. O que também é engraçado, porque a dada altura, no início dos anos 00 andava toda a gente a perguntar-se se as tecnologias da informação não nos iam afastar cada vez mais uns dos outros. Não estão, acho eu. Só nos estão a fazer encontrar de outra forma. Respiro de alívio. Já pensava assim em 2000. E, valha a verdade, se hoje estou com o papá isso deve-se em parte ao messenger que permitiu que duas pessoas que só se tinham visto uma vez pudessem conhecer-se melhor (mas isso é uma conversa para mais tarde).

 

Dantes quando queríamos falar com alguém precisávamos de ter o telefone fixo, esperar que do outro lado atendessem e que a pessoa estivesse em casa. Tantos passos, consegues imaginar? Agora cada um tem um número, podemos mandar sms para transmitir recados rápidos ou mandar mensagens românticas a toda a hora (tem feito muito pelo amor como podes ver). Precisávamos de listas telefónicas e até de 118 (agora chama-se 1820) para saber se existia registo no nome das pessoas que procurávamos. Eu sou desse tempo ainda, mas já me estou a habituar à vida nova.

 

Há duas semanas precisei de contactar uma pessoa. Era domingo, só tinha o nome da empresa, nada de telefones móveis e muita vontade de fazer o trabalho. Alguém (mais novo, lá está) disse-me: "já viste no Facebook?". Não, não me tinha ocorrido, porque eu ainda vejo isto como brincadeira, mas não é só para isso que serve. Procurei a pessoa, pedi para me aceitar como amiga, deixei o meu número de telemóvel (possível, porque não lhe estou a dar quaisquer dados pessoais ou a dizer onde moro) e duas horas depois o telefone tocou. Lição de vida!

 

O FB (e as redes sociais) mudaram tanto a nossa vida que quando dois adolescentes se conhecem já não trocam telefones, como contava um executivo da HP, Brian Levy, numa conferência em que estive esta semana, falando da sua filha. Quando se chega a casa procura-se. E checka-se a ver se interessa. "Às vezes nem precisas do nome, basta ires ver aos amigos em comum", disse-me o meu colega LFR, que me leva nove anos de diferença (para menos) e está na fase borguista.

 

Brian Levy disse outra coisa que me deixou a pensar: o que conseguiram as novas tecnologias e os conteúdos com que as alimentamos, foi mudar o tempo e o espaço. São as viagens no tempo que sempre pensámos que eram impossíveis. A matéria não viaja no tempo, mas a informação que ela contém sim. A pessoa que sou aqui pode ser replicada do outro lado do mundo em questão de horas. Posso escrever este texto aqui, na nossa casa, no trabalho, de férias ou onde me apeteça. Ou mandar fotos tuas ao papá em questão de minutos para qualquer parte do globo...

 

E isto é só o princípio.

 



publicado por Lina às 00:53
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
Em 10 anos de amor, nunca pensei dizer isto

Estive no Toys 'R Us e deito Hello Kitty pelos olhos.



publicado por Lina às 00:31
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Domingo, 18 de Outubro de 2009
R.E.M


Nightswimming deserves a quiet night.
The photograph on the dashboard, taken years ago,
turned around backwards so the windshield shows.
Every streetlight reveals the picture in reverse.
Still, it's so much clearer.
I forgot my shirt at the water's edge.
The moon is low tonight.

Nightswimming deserves a quiet night.
I'm not sure all these people understand.
It's not like years ago,
The fear of getting caught,
of recklessness and water.
They cannot see me naked.
These things, they go away,
replaced by everyday.

Nightswimming, remembering that night.
September's coming soon.
I'm pining for the moon.
And what if there were two
Side by side in orbit
Around the fairest sun
That bright, tight forever drum
could not describe nightswimming.

You, I thought I knew you.
You I cannot judge.
You, I thought you knew me,
this one laughing quietly underneath my breath.
Nightswimming.

The photograph reflects,
every streetlight a reminder.
Nightswimming deserves a quiet night, deserves a quiet night


'Automatic for the People' (1992)

(o vídeo não vale nada, só está aqui pela música)

E mais esta:


That's great, it starts with an earthquake, birds and snakes, an aeroplane -
Lenny Bruce is not afraid. Eye of a hurricane, listen to yourself churn -
world serves its own needs, regardless of your own needs. Feed it up a knock,
speed, grunt no, strength no. Ladder structure clatter with fear of height,
down height. Wire in a fire, represent the seven games in a government for
hire and a combat site. Left her, wasn't coming in a hurry with the furies
breathing down your neck. Team by team reporters baffled, trump, tethered
crop. Look at that low plane! Fine then. Uh oh, overflow, population,
common group, but it'll do. Save yourself, serve yourself. World serves its
own needs, listen to your heart bleed. Tell me with the rapture and the
reverent in the right - right. You vitriolic, patriotic, slam, fight, bright
light, feeling pretty psyched.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.

Six o'clock - TV hour. Don't get caught in foreign tower. Slash and burn,
return, listen to yourself churn. Lock him in uniform and book burning,
blood letting. Every motive escalate. Automotive incinerate. Light a candle,
light a motive. Step down, step down. Watch a heel crush, crush. Uh oh,
this means no fear - cavalier. Renegade and steer clear! A tournament,
a tournament, a tournament of lies. Offer me solutions, offer me alternatives
and I decline.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.

The other night I tripped a nice continental drift divide. Mount St. Edelite.
Leonard Bernstein. Leonid Breshnev, Lenny Bruce and Lester Bangs.
Birthday party, cheesecake, jelly bean, boom! You symbiotic, patriotic,
slam, but neck, right? Right.

It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine...fine...

'Document' (1988)

Vinte anos antes de nasceres.



publicado por Lina às 04:31
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
O passado secreto das mamãs #1

Série favorita nos anos teen

 

 (Proibido gozar)



publicado por Lina às 23:53
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