Tenho quase, quase a certeza que quando crescres, querida Mini, não terás muitos amigos que sejam baptizados .
De vez em quando as pessoas perguntam-nos: "Quando é que baptizam a Madalena?". Por vezes apetece-me dizer: nunca. Mas a verdade é que a vamos baptizar num dia concreto. O dia em que ela quiser.
Cá em casa não temos nada contra Deus, nem contra a Igreja, nem contra a instituição. Aprecio bastante padres, freiras, os rituais católicos de uma forma geral e os católicos que conheço em particular. E é por isso mesmo, pelo sentido de responsabilidade, que não vamos baptizar a Mini. Não quero ser mais uma que faz a festa (e Deus sabe como eu gosto de festas!) e depois não cumpre.
Baptizar uma criança implica obrigações que são mais do que cumprir os 10 mandamentos. Se possível, era interessante educá-la na religião, o que implica, pelo menos no meu catecismo, ir à missa todas as semanas e participar na construção da Igreja que somos todos nós (para os que acreditam). E isso não me sinto preparada para fazer.Portanto, não há festa. Esta, pelo menos. Por enquanto.
Deve ter sido um telefonema duro: "Olha, o P. tem gripe A". Assim, muito calmo, tão calmo quando perguntou se estava tudo bem que eu vi logo que havia alguma coisa de errado (é assim, a mim já não me apanha, foi por ele que soube que a minha amiga tinha cancro). Vá lá, é apenas gripe A e, apesar de eu estar cheia de medo (sim, estou, estou mesmo), estou (estamos) a tentar dominar o medo. Se não há sintomas, por que razão hei-de entrar em pânico. Não vou levá-la ao hospital, nem fazer ondas. Vou só estar atentar e cruzar os dedos para que o alinhamento cósmico esteja a meu favor. Por favor, que não aconteça nada.
Mas isto também não é um post sobre gripe A. Nem para dar graxa ao S., embora pareça. É sobre a estatura dos grandes homens, a sua ética perante as circunstâncias adversas. Que faria eu se tivesse de ligar aos meus amigos a dizer que a minha filha estava doente (mesmo que tenha sido uma coisa muito ligeira e que já esteja totalmente resolvido)? Medo, muito medo. Mas ele não. Ele liga, explica, informa, dá dicas e faz tudo parecer fácil. Adoro pessoas assim. A sério. Gostaria de ser assim, gostava que a minha filha fosse assim. Não é histérico, não é indiferente, é na medida justo do que a circunstância requer. Isto tem muito valor, não me digam que não!
Quando lhe perguntamos como se chamam os amigos, ela responde, invariavelmente, Caquia (a educadora Cátia), Guigo (Rodrigo) e o Pedu (Pedro). Pela Cátia ainda percebo o amor, agora os outros? Tem dez meninos de quem falar mas gosta mesmo é destes que ela gosta. E porquê? "Porque eles são os mais mexidos e palhaços".
Assim. Mas em branco.
(E quem sabe não sai um, em pequeno, para uma certa e determinada menina prestes a completar dois anos de vida).
Recebi este comentário da Vanita:
"O problema, Lina, é que nenhum médico pode, em consciência, garantir que estas três mortes - sim, já são três - não estão directamentemente relacionadas com a vacina. E porquê? Porque se a vacina para a gripe sazonal está estudada e analisada com algum rigor, esta não teve tempo para que todos os efeitos adversos fossem efectivamente apurados. Que as vacinas são uma das melhores descobertas da medicina, não há dúvida. Que a gripe sazonal todos os anos mata milhares - em silêncio - também se sabe, O que ainda não se sabe é a dimensão que esta estirpe pode assumir, sendo que os estudos feitos até são mais alarmistas do que a comunicação social tem veiculado. Apostou-se numa postura de prevenção, mas com a consciência de que não se sabe bem o que se tem entre mãos. E sim, a Gripe A pode ser muito perigosa, mais pela incapacidade de o organismo de lutar contra ela do que pela própria doença em si, como é o caso de quem sofre de doenças respiratórias ou crónicas. Qual a melhor postura? Não sei. Mas prefiro ser informada destes casos do que não saber deles. E acredita que entendo a angústia de quem tem filhos pequeninos ou das grávidas. É que realmente é difícil escolher o melhor caminho".
Tomo a liberdade de lhe responder por aqui, até para não dar a sensação que sou uma irresponsável, que não está preocupada com a Gripe A. Com certeza que estou e sobretudo com a parte boldei no comentário, mas uma coisa é ser preocupada, outra é cair em alarmismos, como me parece que sucede no caso das grávidas. Por exemplo, dá-se tanto peso ao facto da mulher de Portalegre ter sido vacinada como ao facto de tomar anti-depressivos como escreveu o Diário de Notícias anteontem? Não. E no terceiro caso -e último, esperemos - , a mãe já tinha sofrido abortos de repetição.
Também não digo que tenham sido estas as causas. Não digo mesmo. O que pretende sublinhar é que por cada morte por gripe A, encontro outras eventuais causas comuns para se perderem bebés. Apenas isso.
Não sei se estou certa, claro, e evidentemente não posso garantir, nem quero, que a vacina é boa e segura. Não é isso. Queria apenas falar da forma como pomos as coisas. Da parcialidade um lead, que pode conduzir a um cenário de pânico, um sentimento que partilho com esta mãe.
Reconheço, no entanto, uma coisa óptima nesta campanha de prevenção. Duas, vá. Além da prevenção contra a própria da gripe H1N1, percebemos que lavávamos as mãos muito menos vezes do que devíamos (e em Portugal até somos muito asseadinhos), o que tem melhorado bastante a nossa qualidade de vida. Acho que é a primeira vez em quase dois anos de maternidade que não estou sempre a ouvir falar de gastroentrites (o diabo seja cego surdo e mudo).
E bjs para ti também, Vânia. :)
Hoje mandei um sms à pediatra da Madalena com duas perguntas simples:
- Não encontro a segunda dose da vacina contra a gripe sazonal, que faço?
- Ela tomou a primeira vacina há uma semana, pode tomar já a da gripe A?
À primeira, ela respondeu tranquilamente sem qualquer problema. A resposta à segunda disse "pode dar", uma resposta que, no contexto em que aparece, soa mais a bitaite tranquilizador do que a outra coisa, género "mais uma mãe a chatear-me a pinha com este assunto". E não é assim. Eu já falei com ela sobre este tema, ela está de acordo com a vacina e eu confio nela, portanto, não há problema. Mas não posso deixar de pensar: "E se ela não percebeu bem a pergunta e apenas me despachou". Ora, a que se deve isto? À porcaria de clima de suspeição que foi gerado em torno desta vacina e ao estúpido alarmismo em redor de uma doença para a qual há cura.
Isto não é sequer um post sobre Gripe A, é sobre o jornalismo que se faz. Que fazemos. Está certo que se alerte para os perigos da vacina, mas está certo que se dê notícia de todas as mortes de fetos que morrem e cujas mães foram vacinadas? Não foram todas? E não há um monte delas, a maioria até, que tem os bebés em perfeitas condições de segurança? Acaso antes não morriam fetos no dia em que nascem antes da gripe A? Morriam, e é claro que é uma coisa horrorosa (nem é bom imaginar). Tão horrorosa como agora. A diferença é que nessa altura não havia um culpado para apontar ou uma câmara de televisão para a qual falar. Está certo que as pessoas o façam, o que não aceito é que jornais e televisões (sobretudo estas) estabeleçam uma causalidade que depois não é confirmada por médicos. Ou que eles próprios ou os obstetras se desmintam dizendo que os números são perfeitamente "normais".
Bom, a pobre Madalena nem vai poder piar. No próximo ano poderá pedir o que lhe apetece e vir nos catálogos do Toys 'R Us, este ano o Pai Natal já deixou por aqui todos os presentes que vai receber. Teremos coisas mais didácticas, coisas de menina, coisas para a casa e, a minha favorita, um objecto que sempre pensei oferecer a um filho desde que o Toy Story. Alguém imagina do que falo?
Uma certa e determinada pessoa disse-me que não gostou muito wishlist. Não da minha, sobre essa até disse "O Natal é só uma vez por ano!" (iupi, iupi, três vezes iupi), mas da sua própria. "Não me parece lá muito bem".
E estou aqui para dizer que acho a observação tremendamente injusta.
As meias que aqui deixei são da melhor qualidade, material de primeira, super suaves. Provando, aliás, que só tenho razão deixo um vídeo que sustenta o que digo:
Gossip Girl (Season 2 finale)
Ora, se a peúga Falke serve para calçar os presuntos de uma betinha de Upper East Side e os pezinhos poposudos (adoro este adjectivo!) de uma certa Mini-Madalena, por que não hão-de servir para o papá?
PS: Adorei os comentários! Tia, humilde, aprumadinha, bom gosto... Eheheh. Veremos o que me traz o senhor de barbas (literalmente) no dia de Natal.
Zippy organiser Epi Leather Louis Vuitton
Zippy organiser Monogram Canvas Louis Vuitton
Speedy 35 Louis Vuitton
Neverfull MM Louis Vuitton
Carolina Herrera Handbag (este formato - de mão - mas com um padrão mais bonito)
Gabardine Burberry (a original!)
*sujeita a actualização
(E bem boas que são!)
Blogues que os pais visitam
Sítios para bebés... e não só